Biofeedback and/or sphincter exercises for the treatment of faecal incontinence in adults

  • Conclusions changed
  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Faecal incontinence is a particularly embarrassing and distressing condition with significant medical, social and economic implications. Anal sphincter exercises (pelvic floor muscle training) and biofeedback therapy have been used to treat the symptoms of people with faecal incontinence. However, standards of treatment are still lacking and the magnitude of alleged benefits has yet to be established.

Objectives

To determine the effects of biofeedback and/or anal sphincter exercises/pelvic floor muscle training for the treatment of faecal incontinence in adults.

Search methods

We searched the Cochrane Incontinence Group Specialised Trials Register (searched 24 January 2012) which contains trials from searching CENTRAL, MEDLINE and handsearching of conference proceedings; and the reference lists of relevant articles.

Selection criteria

All randomised or quasi-randomised trials evaluating biofeedback and/or anal sphincter exercises in adults with faecal incontinence.

Data collection and analysis

Two review authors assessed the risk of bias of eligible trials and two review authors independently extracted data from the included trials. A wide range of outcome measures were considered.

Main results

Twenty one eligible studies were identified with a total of 1525 participants. About half of the trials had low risk of bias for randomisation and allocation concealment.

One small trial showed that biofeedback plus exercises was better than exercises alone (RR for failing to achieve full continence 0.70, 95% CI 0.52 to 0.94).

One small trial showed that adding biofeedback to electrical stimulation was better than electrical stimulation alone (RR for failing to achieve full continence 0.47, 95% CI 0.33 to 0.65).

The combined data of two trials showed that the number of people failing to achieve full continence was significantly lower when electrical stimulation was added to biofeedback compared against biofeedback alone (RR 0.60, 95% CI 0.46 to 0.78).

Sacral nerve stimulation was better than conservative management which included biofeedback and PFMT (at 12 months the incontinence episodes were significantly fewer with sacral nerve stimulation (MD 6.30, 95% CI 2.26 to 10.34).

There was not enough evidence as to whether there was a difference in outcome between any method of biofeedback or exercises. There are suggestions that rectal volume discrimination training improves continence more than sham training. Further conclusions are not warranted from the available data.

Authors' conclusions

The limited number of identified trials together with methodological weaknesses of many do not allow a definitive assessment of the role of anal sphincter exercises and biofeedback therapy in the management of people with faecal incontinence. We found some evidence that biofeedback and electrical stimulation may enhance the outcome of treatment compared to electrical stimulation alone or exercises alone. Exercises appear to be less effective than an implanted sacral nerve stimulator. While there is a suggestion that some elements of biofeedback therapy and sphincter exercises may have a therapeutic effect, this is not certain. Larger well-designed trials are needed to enable safe conclusions.

Resumo

Biofeedback e/ou execícios esfincterianos para o tratamento da incontinência fecal em adultos

Introdução

Incontinência fecal é uma condição particularmente constrangedora e angustiante com implicações médicas, sociais e económicas significativas. Os exercícios de esfíncter anal (treinamento muscular do assoalho pélvico) e a terapia de biofeedback têm sido usados para tratar os sintomas de pessoas com incontinência fecal. No entanto, os padrões de tratamento ainda são escassos e a magnitude dos supostos benefícios ainda não foi estabelecida.

Objetivos

Determinar os efeitos do biofeedback e / ou dos exercícios esfincterianos/ treinamento muscular do assoalho pélvico para o tratamento da incontinência fecal em adultos.

Métodos de busca

Nós procuramos na Cochrane Incontinence Group Specialised Trials (pesquisado em 24 de janeiro de 2012), que contém artigos de busca CENTRAL, MEDLINE e realizamos uma busca manual de resultados de conferências e as listas de referências de artigos relevantes.

Critério de seleção

Todos os ensaios clínicos randomizados ou quasi-randomizados avaliando biofeedback e / ou os exercícios de esfíncter anal em adultos com incontinência fecal.

Coleta dos dados e análises

Dois revisores avaliaram o risco de viés de ensaios clínicos elegíveis e dois revisores independentemente extraíram os dados dos ensaios clínicos incluídos. Uma ampla gama de medidas de resultados foram consideradas.

Principais resultados

Vinte e um estudos elegíveis foram identificados com um total de 1.525 participantes. Cerca de metade dos ensaios clínicos tinham baixo risco de viés para randomização e alocação sigilosa.

Um pequeno ensaio clínico mostrou que o biofeedback associado aos exercícios foi melhor do que exercícios isolados (RR para não conseguirem atingir a continência completa 0,70, 95% IC 0,52-0,94).

Um pequeno ensaio clínico mostrou que a adição de biofeedback à estimulação elétrica foi melhor do que a estimulação elétrica isolada (RR para conseguirem atingir a continência completa 0,47, 95% IC 0,33-0,65).

Os dados combinados de dois ensaios clínicos mostraram que o número de pessoas que não conseguem obter continência fecal completa foi significativamente menor quando a estimulação eléctrica foi adicionado ao biofeedback, comparada com o biofeedback sozinho (RR de 0,60, IC de 95% 0,46-0,78).

Estimulação nervosa sacral foi melhor do que o tratamento conservador que incluiu biofeedback e treinamento muscular do assoalho pélvico (aos 12 meses os episódios de incontinência foram significativamente menores com a estimulação do nervo sacral (MD 6,30, IC 95% 2,26-10,34).

Não houve evidências suficientes para saber se existe diferença nos resultados entre os métodos de biofeedback ou exercícios. Há sugestões de que o treino de discriminação do volume retal melhore a continência mais do que treinamento simulado. Outras conclusões não são garantidas a partir dos dados disponíveis.

Conclusão dos autores

O número limitado de ensaios clínicos identificados, juntamente com as deficiências metodológicas de muitos, não permitem uma avaliação definitiva do papel dos exercícios do esfíncter anal e da terapia de biofeedback no manejo de pessoas com incontinência fecal. Nós encontramos alguma evidência de que biofeedback e a estimulação elétrica pode melhorar o resultado do tratamento em comparação com a estimulação elétrica isaolada ou os exercícios isolados. Exercícios parecem ser menos efetivos do que um estimulador de nervo sacral implantado. Embora exista uma sugestão de que alguns elementos da terapia de biofeedback e os exercícios esfincterianos possam ter um efeito terapêutico, isso não é claro. Ensaios clínicos bem planejados e maiores são necessários para permitir conclusões seguras.

Notas de tradução

Traduzido por: Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourencao, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

Plain language summary

Exercises of the muscles around the anus with or without biofeedback (aids for knowing when the muscles are contracting) for the treatment of faecal incontinence in adults

Faecal incontinence (inability to control bowel movements or leaking stool) can be a very embarrassing and socially restricting problem. There are many possible causes, including childbirth damage to the muscles which control bowel movements. Exercises to strengthen these muscles and 'biofeedback', where equipment is used to show people how to use the muscles properly, are often recommended. There was some evidence from trials suggesting that these treatments are helpful. If patients who have tried and failed other simpler treatments, such as changing their diet or using medications, are selected then biofeedback using computer equipment or rectal balloon is more beneficial than exercises alone. Exercises and electrical stimulation used in the anus may be more helpful than vaginal exercises for women with faecal incontinence after childbirth. About half of the 21 trials were at low risk of bias. They compared different combinations of treatments and different outcome measures, making comparison between them difficult. However, a small number of the larger recent trials provide better evidence.

Resumo para leigos

Exercícios dos músculos ao redor do ânus, com ou sem biofeedback (que auxilia a perceber quando os músculos estão se contraindo) para o tratamento da incontinência fecal em adultos

Incontinência fecal (incapacidade de controlar as evacuações ou perdas fecias) pode ser um problema muito embaraçoso e socialmente restritivo. Existem muitas causas possíveis, incluindo lesões que ocorrem durante o parto nos músculos que controlam as defecações. Exercícios para fortalecer esses músculos e 'biofeedback', onde um equipamento é usado para mostrar às pessoas como usar estes músculos corretamente, muitas vezes são recomendados. Houve alguma evidências de ensaios clínicos, sugerindo que estes tratamentos são úteis. Se os pacientes que já tentaram e falharam outros tratamentos mais simples, como alterações dietéticas ou uso de medicamentos, são selecionados e iniciam biofeedback, utilizando equipamentos computadorizados ou balão retal, isto é mais benéfico do que realizar os exercícios isoladamente. Exercícios e estimulação elétrica usados no ânus podem ser mais uteis do que exercícios vaginais para as mulheres com incontinência fecal após o parto. Cerca de metade dos 21 ensaios clínicos eram de baixo risco de viés. Eles compararam diferentes combinações de tratamentos e diferentes medidas de resultados, tornando difícil a comparação entre eles. No entanto, um pequeno número de ensaios clínicos maiores recentes fornecem melhores evidências.

Notas de tradução

Traduzido por: Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourencao, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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