Behavioural and cognitive interventions with or without other treatments for the management of faecal incontinence in children

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Faecal incontinence is a common and potentially distressing disorder of childhood.

Objectives

To assess the effects of behavioural and/or cognitive interventions for the management of faecal incontinence in children.

Search methods

We searched the Cochrane Incontinence Group Specialised Trials Register (searched 28 October 2011), which contains trials identified from the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE and CINAHL, and handsearching of journals and conference proceedings, and the reference lists of relevant articles. We contacted authors in the field to identify any additional or unpublished studies.

Selection criteria

Randomised and quasi-randomised trials of behavioural and/or cognitive interventions with or without other treatments for the management of faecal incontinence in children.

Data collection and analysis

Reviewers selected studies from the literature, assessed study quality, and extracted data. Data were combined in a meta-analysis when appropriate.

Main results

Twenty one randomised trials with a total of 1371 children met the inclusion criteria. Sample sizes were generally small. All studies but one investigated children with functional faecal incontinence. Interventions varied amongst trials and few outcomes were shared by trials addressing the same comparisons.

Combined results of nine trials showed higher rather than lower rates of persisting symptoms of faecal incontinence up to 12 months when biofeedback was added to conventional treatment (OR 1.11 CI 95% 0.78 to 1.58). This result was consistent with that of two trials with longer follow-up (OR 1.31 CI 95% 0.80 to 2.15). In one trial the adjunct of anorectal manometry to conventional treatment did not result in higher success rates in chronically constipated children (OR 1.40 95% CI 0.72 to 2.73 at 24 months).

In one small trial the adjunct of behaviour modification to laxative therapy was associated with a significant reduction in children's soiling episodes at both the three month (OR 0.14 CI 95% 0.04 to 0.51) and the 12 month assessment (OR 0.20 CI 95% 0.06 to 0.65).

Authors' conclusions

There is no evidence that biofeedback training adds any benefit to conventional treatment in the management of functional faecal incontinence in children. There was not enough evidence on which to assess the effects of biofeedback for the management of organic faecal incontinence. There is some evidence that behavioural interventions plus laxative therapy, rather than laxative therapy alone, improves continence in children with functional faecal incontinence associated with constipation.

Résumé scientifique

Behavioural and cognitive interventions with or without other treatments for the management of faecal incontinence in children

Contexte

L’incontinence fécale est un trouble infantile courant et potentiellement bouleversant.

Objectifs

Évaluer les effets des interventions comportementales et/ou cognitives pour la prise en charge de l’incontinence fécale de l’enfant.

Stratégie de recherche documentaire

Nous avons effectué des recherches dans le registre des essais du groupe Cochrane sur l’incontinence (recherche du 28 octobre 2011), qui contient des essais issus du registre Cochrane des essais contrôlés (CENTRAL), MEDLINE et CINAHL, des recherches manuelles dans les journaux et actes de conférence, ainsi que dans les listes bibliographiques d’articles pertinents. Nous avons contacté des auteurs dans ce domaine afin d’identifier des études supplémentaires ou non publiées.

Critères de sélection

Essais randomisés ou quasi-randomisés d’interventions comportementales et cognitives avec ou sans autres traitements pour la prise en charge de l’incontinence fécale de l’enfant.

Recueil et analyse des données

Les relecteurs ont sélectionné des études dans la littérature, évalué leur qualité et extrait les données. Ces dernières ont été combinées dans le cadre d’une méta-analyse, le cas échéant.

Résultats principaux

Vingt-et-un essais randomisés, totalisant 1 371 enfants, répondaient aux critères d’inclusion. Les tailles des échantillons étaient généralement réduites. Toutes les études, sauf une, ont examiné des cas d’incontinence fécale fonctionnelle chez des enfants. Les interventions variaient entre les essais et quelques résultats ont été retrouvés sur des essais effectuant les mêmes comparaisons.

Les résultats combinés de neuf essais ont révélé une hausse du taux de persistance des symptômes d’incontinence fécale jusqu’à 12 mois, lorsqu’une rétroaction biologique était ajoutée au traitement standard (RC 1,11 ; IC à 95 % 0,78 à 1,58). Ce résultat était concordant avec celui de deux essais présentant un suivi à plus long terme (RC 1,31 ; IC à 95 % 0,80 à 2,15). Dans un essai, le recours à un adjuvant de manométrie ano-rectale au traitement standard n’a pas entrainé de hausse des taux de réussite chez les enfants atteints de constipation chronique (RC 1,40 ; IC à 95 % 0,72 à 2,73 au bout de 24 mois).

Dans un essai de petite taille, l’adjonction d’une modification comportementale au traitement laxatif était associée à une baisse significative des épisodes de souillure chez les enfants lors de l’évaluation réalisée à trois mois (RC 0,14 ; IC à 95 % 0,04 à 0,51) et à 12 mois (RC 0,20 ; IC à 95 % 0,06 à 0,65).

Conclusions des auteurs

Aucune preuve ne permet d’établir que l’apprentissage par rétroaction biologique améliore de quelque manière que ce soit le traitement standard dans la prise en charge de l’incontinence fécale fonctionnelle de l’enfant. Aucune preuve suffisante ne permet d’évaluer les effets de la rétroaction biologique pour la prise en charge de l’incontinence fécale organique. Certaines preuves démontrent que des interventions comportementales associées à un traitement laxatif, au lieu d’un traitement laxatif seul, améliorent la continence chez les enfants atteints d’incontinence fécale fonctionnelle avec constipation.

Resumo

Intervenções comportamentais e cognitivas, com ou sem outros tratamentos para o manejo da incontinência fecal em crianças

Introdução

Incontinência fecal é um distúrbio comum e potencialmente angustiante na infância.

Objetivos

Avaliar os efeitos de intervenções comportamentais e / ou cognitivas para o tratamento da incontinência fecal em crianças.

Métodos de busca

Nós procuramos na Cochrane Incontinence Group Specialised Trials Register (pesquisado em 28 de outubro de 2011), que contém estudos identificados a partir da Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE e CINAHL, e realizamos uma busca manual de periódicos e anais de conferências, e as listas de referência de artigos relevantes. Entramos em contato com os autores na área para identificar quaisquer estudos adicionais ou não publicados.

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados e quasi-randomizado de intervenções comportamentais e / ou cognitivas, com ou sem outros tratamentos para o manejo da incontinência fecal em crianças.

Coleta dos dados e análises

Revisores selecionaram estudos da literatura, avaliaram a qualidade dos estudos, e extraíram os dados. Os dados foram combinados em uma metanálise, quando apropriados.

Principais resultados

Vinte e um ensaios clínicos randomizados com um total de 1.371 crianças preencheram os critérios de inclusão. Os tamanhos das amostras eram geralmente pequenos. Todos os estudos, exceto um, investigaram crianças com incontinência fecal funcional. Intervenções variaram entre os ensaios clínicos e alguns resultados foram compartilhados por ensaios clínicos que abordavam as mesmas comparações.

Os resultados combinados de nove ensaios clínicos mostraram taxas maiores,ao invés de menores, de persistência de sintomas de incontinência fecal até 12 meses quando biofeedback foi adicionado ao tratamento convencional (OR 1,11 IC de 95% 0,78-1,58). Este resultado foi consistente com os de dois ensaios clínicos com maior tempo de seguimento (OR 1,31 IC 95% 0,80-2,15). Em um ensaio clínico a associação de manometria anorretal ao tratamento convencional não resultou em maiores taxas de sucesso, em crianças cronicamente constipadas (OR 1,40 IC 95% 0,72-2,73 em 24 meses).

Em um pequeno ensaio clínico, a associação de modificações de comportamento à terapia com laxantes, esteve associada a uma redução significativa em crianças com escapes fecais, tanto a três meses (OR 0,14 IC de 95% 0,04-0,51) como na avaliação de 12 meses (OR 0,20 IC de 95% de 0,06 a 0.65).

Conclusão dos autores

Não há evidências de que o treinamento de biofeedback adiciona qualquer benefício para o tratamento convencional no tratamento da incontinência fecal funcional em crianças. Não houve evidências suficientes para avaliar os efeitos do biofeedback para o tratamento da incontinência fecal orgânica. Há alguma evidência de que as intervenções comportamentais, além da terapia com laxantes, ao invés de terapia com laxante isolada, melhore a continência em crianças com incontinência fecal funcional associada com constipação.

Notas de tradução

Traduzido por: Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourencao, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

Plain language summary

Behavioural interventions for the treatment of faecal incontinence in children

Children with "faecal incontinence" cannot control their bowel movements and so they soil their underwear. Sometimes people use the word "soiling" or "encopresis" to mean the same thing. Faecal incontinence can be caused by either physical or psychological problems. The term "organic faecal incontinence" is used when faecal incontinence is due to a physical damage or abnormality whilst "functional faecal incontinence" is used when faecal incontinence is caused by non-organic/psychological factors. Behavioural interventions (toilet training, rewards) are used to reduce children's anxiety and to restore normal bowel habits. Biofeedback is a technique that can be used to teach children how to control the muscles around their back passage.

This review identified 21 studies with a total of 1371 children. Behavioural interventions when used together with laxative therapy may improve continence in children with non-organic faecal incontinence and constipation whilst biofeedback does not add any long-term benefit. Children who received biofeedback treatment had not always been evaluated beforehand for the suitability of the treatment.

There was not enough evidence to assess the effects of biofeedback in children with organic faecal incontinence.

Résumé simplifié

Interventions comportementales pour le traitement de l’incontinence fécale de l’enfant

Les enfants souffrant d’« incontinence fécale » ne peuvent pas contrôler leurs selles et souillent leurs sous-vêtements. Parfois, les personnes emploient le terme « souillure » ou « encoprésie » pour évoquer ce trouble. L’incontinence fécale peut résulter de problèmes physiques ou psychologiques. L’expression « incontinence fécale organique » est utilisée lorsque l’incontinence fécale résulte de lésions ou d’une anomalie physique(s), alors que l’expression « incontinence fécale fonctionnelle » est employée lorsque l’incontinence fécale est causée par des facteurs non organiques/psychologiques. Des interventions comportementales (apprentissage de la propreté, récompenses) permettent de réduire l’anxiété des enfants et de rétablir un transit intestinal normal. La rétroaction biologique est une technique qui permet d’apprendre aux enfants à contrôler les muscles autour de l’anus.

Cette revue a identifié 21 études totalisant 1 371 enfants. Les interventions comportementales associées à un traitement laxatif peuvent améliorer la continence chez les enfants souffrant d’incontinence fécale non organique avec constipation, alors que la rétroaction biologique n’a pas d’effets bénéfiques sur le long terme. Les enfants ayant suivi un traitement par rétroaction biologique n’ont pas toujours fait l’objet d’évaluations préalables pour valider la pertinence du traitement.

Aucune preuve n’était suffisamment probante pour évaluer les effets de la rétroaction biologique chez les enfants atteints d’incontinence fécale organique.

Notes de traduction

Traduit par: French Cochrane Centre 1st January, 2012
Traduction financée par: Ministère du Travail, de l'Emploi et de la Santé Français

Laienverständliche Zusammenfassung

Verhaltenstherapie zur Behandlung von Stuhlinkontinenz bei Kindern

Kinder, die einkoten (Enkopresis oder Stuhlinkontinenz), können ihre Darmentleerung nicht kontrollieren und es kommt zur Beschmutzung der Unterwäsche. Gebräuchliche Umschreibungen sind "Bremsspuren in der Unterhose" oder "in die Hose machen". Stuhlinkontinenz kann entweder durch körperliche oder psychologische Probleme verursacht werden. Der Begriff "organische Stuhlinkontinenz" wird gebraucht, wenn körperliche Schäden oder Anomalien die Inkontinenz verursachen, wohingegen eine "funktionelle Stuhlinkontinenz" durch nicht-biologische, psychologische Faktoren verursacht wird. Verhaltenstherapeutische Maßnahmen (zum Beispiel Toilettentraining, Belohnungen) werden eingesetzt, um die Angst der Kinder zu verringern und eine normale Darmfunktion wiederherzustellen. Biofeedback ist eine Methode bei der den Kindern beigebracht wird, wie sie die Schließmuskeln des Enddarmes kontrollieren können.

Diese Übersichtsarbeit schloss 21 Studien mit insgesamt 1371 Kindern ein. Diese Übersichtsarbeit zeigt, dass verhaltenstherapeutische Maßnahmen zusammen mit dem Einsatz von Abführmitteln bei Kindern mit nicht-organischer Stuhlinkontinenz und Verstopfung möglicherweise hilfreich sein können und dass Biofeedback keinen langfristigen zusätzlichen Nutzen bietet. Kinder, die eine Behandlung mit Biofeedback erhielten, wurden vor Studienbeginn nicht immer auf ihre Eignung für die Behandlung untersucht.

Es gab nicht genügend Evidenz, um die Wirkung von Biofeedback bei Kindern mit organischer Stuhlinkontinenz zu bewerten.

Anmerkungen zur Übersetzung

Koordination durch Cochrane Schweiz

Resumo para leigos

Intervenções comportamentais para o tratamento da incontinência fecal em crianças

Crianças com "incontinência fecal" não podem controlar seus movimentos evacuatórios e assim elas sujam suas roupas íntimas. Às vezes as pessoas usam a palavra "soiling" ou "encoprese" para significar a mesma coisa. Incontinência fecal pode ser causada por problemas físicos ou psicológicos. O termo "incontinência fecal orgânica" é usado quando a incontinência fecal ocorre devido a um dano físico ou alguma anormalidade enquanto "incontinência fecal funcional" é usada quando incontinência fecal é causada por fatores não-orgânicos/ psicológicos. Intervenções comportamentais (treinamente de toilete, uso de recompensas) são usadas para reduzir a ansiedade das crianças e para restaurar hábitos intestinais normais. O biofeedback é uma técnica que pode ser usada para ensinar as crianças a controlarem os músculos utilizados na defecação.

Esta avaliação identificou 21 estudos com um total de 1.371 crianças. Intervenções comportamentais, quando utilizadas em conjunto com a terapia laxativa, pode melhorar a continência em crianças com incontinência fecal não-orgânica e constipação, enquanto o biofeedback não acrescenta nenhum benefício a longo prazo. As crianças que receberam tratamento de biofeedback nem sempre haviam sido avaliadas anteriormente para a adequação ao tratamento.

Não houve evidências suficientes para avaliar os efeitos de biofeedback em crianças com incontinência fecal orgânica.

Notas de tradução

Traduzido por: Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourencao, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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