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Compression stockings for preventing deep vein thrombosis in airline passengers

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Air travel might increase the risk of deep vein thrombosis (DVT). It has been suggested that wearing compression stockings might reduce this risk.

Objectives

To assess the effects of wearing compression stockings versus not wearing them among people travelling on flights lasting at least four hours.

Search methods

The Cochrane Peripheral Vascular Diseases Group searched their Specialized Register (last searched April 2007) and the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) in The Cochrane Library (inception to Issue 1, 2007). The authors searched MEDLINE (January 1966 to November 2005), EMBASE (January 1980 to December 2005) and several other electronic or grey literature sources, detailed in full in the review.

Selection criteria

Randomized trials of compression stockings versus no stockings in passengers on flights lasting at least four hours. Trials in which passengers wore a stocking on one leg but not the other, or those comparing stockings and another intervention were also eligible.

Data collection and analysis

At least two authors independently assessed the quality of each study and extracted data. We sought additional information from trialists.

Main results

Ten randomized trials (n = 2856) were included; nine (n = 2821) compared wearing stockings on both legs versus not wearing them, and one (n = 35) compared wearing a stocking on one leg for the outbound flight and on the other leg on the return flight. Of the nine trials, seven included people judged to be at low or medium risk (n = 1548) and two included high risk participants (n = 1273). All flights lasted at least seven hours.

Fifty of 2637 participants with follow-up data available in the trials of wearing stockings on both legs had a symptomless DVT; three wore stockings, 47 did not (odds ratio 0.10, 95% confidence interval 0.04 to 0.25, P < 0.00001). There were no symptomless DVTs in three trials. No deaths, pulmonary emboli or symptomatic DVTs were reported. Wearing stockings had a significant impact in reducing oedema (based on six trials). No significant adverse effects were reported.

Authors' conclusions

Airline passengers similar to those in this review can expect a substantial reduction in the incidence of symptomless DVT and leg oedema if they wear compression stockings. We cannot assess the effect of wearing stockings on death, pulmonary embolus or symptomatic DVT because no such events occurred in these trials. Randomized trials to assess these outcomes would need to include a very large number of people.

Résumé scientifique

Bas de contention utilisés pour prévenir la thrombose veineuse profonde chez les personnes voyageant en avion

Contexte

Les voyages en avion peuvent accroître le risque de thrombose veineuse profonde (TVP). Il a été suggéré que le port de bas de contention pouvait réduire ce risque.

Objectifs

Évaluer les effets du port des bas de contention par rapport au fait de ne pas en porter chez les personnes voyageant en avion sur des vols durant au minimum quatre heures.

Stratégie de recherche documentaire

Le groupe Cochrane sur les maladies vasculaires périphériques a effectué une recherche dans son propre registre spécialisé (dernière recherche en avril 2007) et dans le registre Cochrane des essais contrôlés (CENTRAL) dans The Cochrane Library (des origines au Numéro 1, 2007). Les auteurs ont effectué des recherches dans MEDLINE (de janvier 1996 à novembre 2005), EMBASE (de janvier 1980 à décembre 2005) et dans plusieurs autres sources électroniques ou de littérature grise, détaillées en totalité dans la revue.

Critères de sélection

Des essais randomisés portant sur les bas de contention versus aucun bas chez les personnes voyageant en avion sur des vols durant au minimum quatre heures. Les essais dans lesquels les passagers portaient un bas sur un jambe et rien sur l'autre, ou ceux comparant les bas de contention et une autre intervention étaient éligibles.

Recueil et analyse des données

Au moins deux auteurs ont évalué la qualité de chaque étude et extrait les données de manière indépendante. Nous avons recherché des informations supplémentaires dans les listes d'essais.

Résultats principaux

Dix essais randomisés (n = 2 856) ont été inclus ; neuf (n = 2 821) comparaient le port de bas de contention sur les deux jambes versus aucun bas de contention, et un (n = 35) comparait le port d'un bas sur une jambe sur le vol aller et sur l'autre jambe sur le vol retour. Sur les neuf essais, sept incluaient des personnes jugées comme étant à risque faible ou modéré (n = 1 548) et deux incluaient des participants à risque élevé (n = 1 273). Tous les vols ont duré au moins sept heures.

Cinquante des 2 637 participants avec des données de suivi disponibles dans les essais relatifs au port des bas de contention sur les deux jambes avaient une TVP asymptomatique ; trois portaient des bas, 47 n'en portaient pas (rapport des cotes 0,10, intervalle de confiance à 95 % 0,04 à 0,25, P < 0,00001). Nous n'avons trouvé aucune TVP asymptomatique dans les trois essais. Aucun décès, aucune embolie pulmonaire ou aucune TVP symptomatique n'ont été signalé. Le fait de porter des bas de contention a eu un impact significatif sur la diminution des œdèmes (selon six essais). Aucun effet indésirable notable n'a été signalé.

Conclusions des auteurs

Les personnes voyageant en avion similaires à ceux étudiés dans cette revue peuvent s'attendre à une baisse substantielle de l'incidence d'une TVP asymptomatique et d'un œdème des jambes si elles portent des bas de contention. Nous ne pouvons pas évaluer l'effet du port des bas de contention sur le décès, l'embolie pulmonaire ou la TVP symptomatique parce que ces évènements ne sont pas survenus dans ces essais. Des essais randomisés permettant d'évaluer ces critères de jugement nécessiteraient d'inclure un nombre plus important de participants.

Resumo

Meia compressiva para prevenção de trombose venosa profunda em passageiros de avião

Introdução

Viagem aérea pode aumentar o risco de trombose venosa profunda (TVP) e uso de meia compressiva tem sido sugerido para reduzir este risco

Objetivos

Avaliar os efeitos do uso de meia compressiva versus não uso entre os viajantes de avião de pelo menos de quatro horas.

Métodos de busca

O grupo the Cochrane Peripheral Vascular Diseases Group pesquisou em Specialised Register (última busca em Abril de 2007) e na the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), The Cochrane Library (desde o início até o fascículo 1, 2007). Os autores pesquisaram na MEDLINE (Janeiro de 1966 a Novembro de 2005), EMBASE (Janeiro de 1980 a Dezembro de 2005) e várias outras fontes de literatura eletrônica, detalhados em completo na revisão completa.

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados de meia compressiva versus sem meia em viajantes de avião de pelo menos quatro horas de duração. Ensaios clínicos nos quais os passageiros usavam a meia compressiva em uma das pernas ou aqueles que compararam a meia com outro tipo de intervenção foram também elegíveis para estudo.

Coleta dos dados e análises

Pelo menos dois autores avaliaram independentemente a qualidade dos estudos e extraíram os dados. As informações adicionais foram obtidas de autores dos ensaios clínicos.

Principais resultados

Dez ensaios clínicos randomizados (n=2.856) foram incluídos; nove (n=2.821) compararam o uso de meias em ambas as pernas versus nenhuma intervenção e um (n=35) comparou o uso em uma das pernas no vôo de ida e na outra perna no vôo de volta. Dos nove ensaios clínicos, sete incluíram participantes considerados como de baixo ou médio risco (n=1.548) e dois incluíram participantes de alto risco (n=1.273). Todos os vôos tiveram a duração de pelo menos sete horas.

50 dos 2.637 participantes com dados de seguimento disponíveis do ensaio clínico eram assintomáticos de TVP e usavam meia compressiva em ambas as pernas; três usavam a meia e 47 não (razão de chances, odds ratio (OR) 0,10; intervalo de confiança (IC) 95% 0,04 a 0,25; P<0,00001). Não houve nenhum assintomático de TVP em três ensaios clínicos. Nenhuma morte, embolia pulmonar ou TVP sintomática foram relatadas. O uso de meia compressiva teve impacto significante na redução do edema (baseado em seis ensaios clínicos). Nenhum efeito adverso significante foi relatado.

Conclusão dos autores

Os passageiros de avião semelhantes desta revisão podem esperar uma redução substancial na incidência de TVP assintomática e edema das pernas se usarem a meia compressiva. Nós não pudemos avaliar o efeito do uso da meia em relação à morte, embolia pulmonar ou TVP sintomática porque nenhum deste eventos ocorreram nos ensaios clínicos. Para avaliar estes desfechos serão necessários realizar ensaios clínicos randomizados com inclusão de grande número de participantes.

Notas de tradução

Traduzido por: Hugo Hyung Bok Yoo, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

Plain language summary

Compression stockings for preventing deep vein thrombosis (DVT) in airline passengers

In the last few years, there has been increasing interest in whether compression stockings (sometimes called 'flight socks') reduce the risk of DVT (blood clots in the legs) and other circulatory problems in airline passengers. The stockings are worn throughout the flight and are similar to those known to be effective in patients lying in bed after an operation. By applying a gentle pressure, to the ankle in particular, compression stockings help blood to flow. Pressure combined with leg movement helps blood in superficial veins to move to the deep veins and back to the heart. The blood is then less likely to clot in the deep veins, which could be fatal if the clot moves to the lungs.

Wearing compression stockings resulted in a very large reduction in symptomless DVT among airline passengers who were allocated to wear compression stockings compared to those allocated not to wear such stockings. People who wore stockings also had much less discomfort and swelling in their legs (oedema) than those who did not wear them.

These conclusions were based on nine trials, which studied over 2800 people about half of whom were randomly assigned to wearing stockings for a flight lasting at least seven hours while the other half did not. None of the passengers developed a DVT with symptoms (slowly developing leg pain, swelling and increased temperature) and no serious events (a blood clot in their lungs (pulmonary embolus) or dying) were reported. Passengers were carefully assessed after the flight to detect any problems with the circulation of blood in their legs, even if they had not noticed any problems themselves. There was a big difference in symptomless DVT between the two groups, equivalent to a reduction in the risk from a few tens per thousand passengers to two or three per thousand. Not all the trials reported on possible problems with wearing stockings but in those that did, the researchers said that the stockings were well tolerated, without any problems.

Résumé simplifié

Bas de contention utilisés pour prévenir la thrombose veineuse profonde (TVP) chez les personnes voyageant en avion

Au cours des dernières années, il a été constaté un intérêt croissant pour savoir si les bas de contention (parfois appelées 'chaussettes spéciales avion') réduisaient le risque de TVP (caillots de sang dans les jambes) et autres problèmes circulatoires chez les personnes voyageant en avion. Les bas sont portés pendant toute la durée du vol et sont similaires à ceux qui sont connus pour être efficaces chez les patients qui restent alités après une opération. En appliquant une pression douce, au niveau de la cheville en particulier, les bas de contention aident le sang à circuler. La pression combinée aux mouvements des jambes permet au sang des veines superficielles de se déplacer vers les veines profondes et de remonter vers le cœur. Le sang a alors moins de chance de former des caillots dans les veines profondes, ce qui pourrait être mortel si les caillots se déplaçaient vers les poumons.

Le fait de porter des bas de contention a entraîné une importante diminution de la TVP asymptomatique chez les personnes voyageant en avion à qui l'on a distribué des bas de contention par rapport à ceux qui n'en ont pas eu l'opportunité. Les passagers qui ont porté des bas ont ressenti moins de gêne et leurs jambes étaient moins gonflées (œdème) que ceux qui n'en ont pas porté.

Ces conclusions sont basées sur neuf essais, qui ont étudié plus de 2 800 personnes, dont la moitié s'est vu remettre de manière aléatoire des bas de contention à porter pendant un vol durant au minimum sept heures alors que l'autre moitié n'en a pas eu. Aucun des passagers n'a développé de TVP avec des symptômes (douleur croissante dans les jambes, gonflement et hausse de la température) et aucun évènement indésirable grave (un caillot dans leurs poumons (embolie pulmonaire) ou un décès) n'a été signalé. Les passagers ont été évalués avec attention après le vol afin de détecter des problèmes de circulation sanguine dans leurs jambes, même s'ils n'avaient rien remarqué eux-mêmes. Il a été observé une importante différence dans la TVP asymptomatique entre les deux groupes, équivalant à une baisse du risque passant d'à peine 10 pour mille passagers à 2 ou 3 pour mille. Les essais n'ont pas tous signalé des problèmes potentiels liés au port des bas de contention, mais dans ceux où cela a été le cas, les chercheurs ont dit que les bas avaient été bien tolérés, sans aucun problème.

Notes de traduction

Traduit par: French Cochrane Centre 6th December, 2012
Traduction financée par: Minist�re des Affaires sociales et de la Sant�

Resumo para leigos

Meia compressiva para prevenção de trombose venosa profunda em passageiros de avião

Nos últimos anos houve aumento de interesse em relação ao uso de meia compressiva (às vezes chamada de “meia de avião”) para redução do risco de trombose venosa profunda (coágulo de sangue nas pernas) e outros problemas circulatórios nos passageiros de avião. As meias são utilizadas durante todo o vôo e são similares àquelas utilizadas que são efetivas para pacientes acamados no leito após a cirurgia. Por aplicar uma pressão suave particularmente nos tornozelos, a meia compressiva ajuda o fluxo sanguíneo. A pressão combinada aos movimentos das pernas ajuda o sangue das veias superficiais se mover para às profundas e voltar para o coração. O sangue desta forma fica com menos probabilidade de se formar um coágulo nas veias profundas o qual pode ser fatal ao mover-se para os pulmões.

Uso de meia compressiva resultou na redução importante de TVP assintomática entre os passageiros de avião que foram alocados para usá-la quando comparados aos que não usaram. As pessoas que usaram a meia também apresentaram um menor desconforto e inchaço nas pernas daqueles que não usaram a meia.

Estas conclusões foram baseadas em nove ensaios clínicos, os quais estudaram mais de 2.800 pessoas e cerca de metade deles foram designados randomicamente para usar meia nos vôos de duração de pelo menos sete horas enquanto que outra metade não usaram. Nenhum dos passageiros desenvolveram a TVP com sintomas (dor lenta nas pernas, inchaço e aumento de temperatura) e nenhum evento sério (coágulo de sangue no pulmão ou morte) foi relatado. Passageiros foram cuidadosamente avaliados após o vôo para detectar qualquer problema com a circulação de sangue nas pernas, mesmo que não houvesse queixa. Houve grande diferença em TVP assintomática entre dois grupos, equivalentes a redução do risco de 10 por 1000 passageiros para dois ou três por 1000. Nem todos os ensaios clínicos relataram os possíveis problemas com uso de meia, entretanto naqueles que os relataram, os pesquisadores disseram que as meias foram bem toleradas sem nenhum problema.

Notas de tradução

Traduzido por: Hugo Hyung Bok Yoo, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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