Antiepileptic drugs for preventing seizures in people with brain tumors

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Authors


Abstract

Background

Seizures can present at any time before or after diagnosis of a brain tumor. The risk of seizures varies by tumor type and its location in the brain. For a long time we believed that preventing seizures with antiepileptic drugs (seizure prophylaxis) was effective and necessary, but the supporting evidence was little and mixed. Such evidence was the basis for previous reviews to conclude that seizure prophylaxis was ineffective in people with brain tumors.

Objectives

To estimate the effectiveness of seizure prophylaxis in people with brain tumors, and to estimate the adverse event rates in the identified clinical trials.

Search methods

A search strategy that included free-text and MeSH terms in LILACS, EMBASE, PubMed, CENTRAL, and The Cochrane Library (1966 to 2007).

Selection criteria

Controlled clinical trials with random allocation, blinded or unblinded, and placebo or observation in the control groups.

Data collection and analysis

We screened the articles, extracted the data, and rated the validity of each trial to assess the risk of bias. Our primary outcome was the occurrence of a first seizure. The secondary outcome was adverse events. We pooled the aggregate data for each outcome into a random-effects model meta-analysis using the relative risk (RR). For adverse events, we also included the number needed to harm (NNH) using the absolute risk increase to compute the NNH.

Main results

There was no difference between the treatment interventions and the control groups in preventing a first seizure in participants with brain tumors. The risk of an adverse event was higher for those on antiepileptic drugs than for participants not on antiepileptic drugs (NNH 3; RR 6.10, 95% CI 1.10 to 34.63; P = 0.046).

Authors' conclusions

The evidence is neutral, neither for nor against seizure prophylaxis, in people with brain tumors. These conclusions apply only for the antiepileptic drugs phenytoin, phenobarbital, and divalproex sodium. The decision to start an antiepileptic drug for seizure prophylaxis is ultimately guided by assessment of individual risk factors and careful discussion with patients.

Resumo

Drogas antiepilépticas para prevenção de convulsões em pacientes com tumor cerebral

Introdução

Convulsões pode estar presentes em qualquer momento, antes ou após o diagnóstico de um tumor cerebral. O risco de crises convulsivas variam de acordo com o tipo e localização do tumor no cérebro. Por um longo período acreditava-se que a prevenção de crises convulsivas com drogas antiepilépticas (profilaxia epiléptica) era efetiva e necessária, a evidência suportando era pequena e mista. Tal evidência era base para que revisões prévias concluíssem que a profilaxia de crise convulsiva era ineficaz em pessoas com tumor cerebral.

Objetivos

Estimar a efetividade da profilaxia de convulsão em pessoas com tumor cerebral, e estimar taxas de eventos adversos nos ensaios clínicos identificados.

Métodos de busca

Uma estratégia de busca que incluiu textos livre e MeSH termos no LILACS, EMBASE, PubMed, CENTRAL, e The Cochrane Library (1966 a 2007).

Critério de seleção

Ensaios clínicos controlados com alocação randômica, cegos ou não cegos, e com placebo ou observação clínica no grupo controle.

Coleta dos dados e análises

Avaliamos os artigos, extraímos os dados e verificamos a validade de cada ensaio clínico para avaliar o risco de viés. Nosso desfecho primário foi a ocorrência da primeira crise convulsiva. O desfecho secundário foram eventos adversos. Reunimos todos os dados de cada desfecho no modelo de efeito aleatório na meta-análise utilizando o risco relativo (RR). Para os eventos adversos, nós incluímos o número necessário para dano (NND) utilizando o aumento de risco absoluto para cálculo do NND.

Principais resultados

Não existiu diferenças entre o tratamento intervencionista e os grupos controles na prevenção da primeira crise convulsiva em pacientes com tumor cerebral. O risco de eventos adversos foi maior naqueles em uso de drogas antiepilépticas do que nos paciente que não utilizavam drogas anti-epiléticas (NND 3; RR 6,10, IC 95% 1,10 a 34,63, p= 0.046).

Conclusão dos autores

A evidência é neutra, tanto para uso como não uso da profilaxia de convulsões, em pacientes com tumor cerebral. Estas conclusões se aplicam apenas para a profilaxia com as drogas fenitoína, fenobarbital e divalproato de sódio. A decisão de iniciar uma droga antiepiléptica para profilaxia convusliva deve ser, em última análise, guiada pela avaliação de fatores de risco individuais e discussão cuidadosa com os pacientes.

Notas de tradução

Traduzido por: Roberto Bezerra Vital, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da UNESP, Brasil. Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

Plain language summary

Antiepileptic drugs for preventing seizures in people with brain tumors

Up to 60% of people with brain tumors may present with seizures, or may have a seizure for the first time after diagnosis or neurosurgery. The risk of a seizure varies with the tumor type and its location in the brain. Seizures are an added burden with a negative impact on quality of life, affecting activities of daily living, independence, work, and driving. Many doctors believe that antiepileptic drugs are effective and necessary to prevent seizures (seizure prophylaxis), but this practice has been put into question. Antiepileptic drugs can have adverse effects and they interact with steroids and chemotherapy.

The five randomised controlled trials identified by the review authors from the medical literature looked at the antiepileptic drugs phenytoin, phenobarbital, and divalproex sodium. There was no difference between treatment with these antiepileptic drugs and placebo, or observing the patient, in preventing a first seizure in 404 people with brain tumors. The risk of an adverse event was higher for those on antiepileptic drugs (number needed to be treated to cause a harm in one person (NNH) 3). The types of adverse effects when reported in these trials were nausea, skin rash, sore gums, myelosuppression, vertigo, blurred vision, tremor, and gait unsteadiness.
The length of follow up was short in one study. No studies were identified for any of the newer antiepileptic drugs.

Resumo para leigos

Drogas antiepilépticas para prevenção de convulsões em pacientes com tumor cerebral

Até 60% das pessoas com tumor cerebral podem apresentar crises convulsivas ou ter alguma crise, pela primeira vez, após o diagnóstico ou neurocirurgia. O risco de uma crise convulsiva varia de acordo com o tipo do tumor e sua localização no cérebro. Convulsões são um fardo de impacto negativo na qualidade de vida, afetando as atividades diárias, independência, trabalho e habilidade de dirigir. Muitos médicos acreditam que dorgas antiepilépticas são efetivas e necessárias na prevenção de crises convulsivas (profilaxia de convulsões), porém esta prática tem sido questionada. Drogas antiepilépticas pode ter efeitos adversos e interagir com corticoesteróides e quimioterápicos.

Os cinco ensaios clínicos controlados randomizados, identificados pelos autores dessa revisão a partir da literatura médica, olharam para as drogas anti-epiléticas: fenitoína, fenobarbital e divalproato de sódio. Não houve diferenças entre os tratamentos com estas drogas e placebo, ou observação clínica, na prevenção de uma primeira crise convulsiva em 404 pacientes com tumores cerebrais. O risco de efeitos adversos foi maior naqueles em uso de drogas antiepilépticas (número necessário para dano em uma pessoa (NND) 3). Os tipos de eventos adversos quando reportados nos ensaios clínicos foram náusea, rash cutâneo, gengivas doloridas, mielosupressão, vertigem, visão turva, tremores e instabilidade de marcha.
A duração de seguimento foi curta em um estudo. Nenhum estudo identificou alguma das novas drogas epilépticas.

Notas de tradução

Traduzido por: Roberto Bezerra Vital, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da UNESP, Brasil. Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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