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Short-term late-generation antibiotics versus longer term penicillin for acute streptococcal pharyngitis in children

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Authors


Abstract

Background

The standard duration of treatment for children with acute group A beta hemolytic streptococcus (GABHS) pharyngitis with oral penicillin is 10 days. Shorter duration antibiotics may have comparable efficacy.

Objectives

To summarize the evidence regarding the efficacy of two to six days of newer oral antibiotics (short duration) compared to 10 days of oral penicillin (standard duration) in treating children with acute GABHS pharyngitis.

Search methods

We searched the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL 2012, Issue 3) which contains the Cochrane Acute Respiratory Infections Group’s Specialized Register, MEDLINE (January 1966 to March week 3, 2012) and EMBASE (January 1990 to April 2012).

Selection criteria

Randomized controlled trials (RCTs) comparing short duration oral antibiotics to standard duration oral penicillin in children aged 1 to 18 years with acute GABHS pharyngitis.

Data collection and analysis

Two review authors scanned the titles and abstracts of retrieved citations and applied the inclusion criteria. We retrieved included studies in full, and extracted data. Two review authors independently assessed trial quality.

Main results

We included 20 studies with 13,102 cases of acute GABHS pharyngitis. The updated search did not identify any new eligible studies; the majority of studies were at high risk of bias. However, the majority of the results were consistent. Compared to standard duration treatment, the short duration treatment studies had shorter periods of fever (mean difference (MD) -0.30 days, 95% confidence interval (CI) -0.45 to -0.14) and throat soreness (MD -0.50 days, 95% CI -0.78 to -0.22); lower risk of early clinical treatment failure (odds ratio (OR) 0.80, 95% CI 0.67 to 0.94); no significant difference in early bacteriological treatment failure (OR 1.08, 95% CI 0.97 to 1.20) or late clinical recurrence (OR 0.95, 95% CI 0.83 to 1.08). However, the overall risk of late bacteriological recurrence was worse in the short duration treatment studies (OR 1.31, 95% CI 1.16 to 1.48), although no significant differences were found when studies of low dose azithromycin (10 mg/kg) were eliminated (OR 1.06, 95% CI 0.92 to 1.22). Three studies reported long duration complications. Out of 8135 cases of acute GABHS pharyngitis, only six cases in the short duration treatment versus eight in the standard duration treatment developed long-term complications in the form of glomerulonephritis and acute rheumatic fever, with no statistically significant difference (OR 0.53, 95% CI 0.17 to 1.64).

Authors' conclusions

Three to six days of oral antibiotics had comparable efficacy compared to the standard duration 10-day course of oral penicillin in treating children with acute GABHS pharyngitis. . In areas where the prevalence of rheumatic heart disease is still high, our results must be interpreted with caution.

Résumé scientifique

Les antibiotiques de dernière génération à court terme comparés à la pénicilline à plus long terme dans la pharyngite aiguë à Streptocoque chez l'enfant

Contexte

La durée standard de traitement chez les enfants atteints de pharyngite aiguë à Streptocoque bêta-hémolytique du groupe A (GABHS) par la pénicilline orale est de 10 jours. Des antibiotiques administrés pendant une durée plus courte sont susceptibles d'avoir une efficacité comparable.

Objectifs

Résumer les données relatives à l'efficacité d'un traitement de deux à six jours par des antibiotiques oraux plus récents (courte durée) comparativement à un traitement de 10 jours par la pénicilline orale (durée standard) chez les enfants atteints d'une pharyngite aiguë GABHS.

Stratégie de recherche documentaire

Nous avons effectué une recherche dans le registre Cochrane des essais contrôlés (CENTRAL 2012, numéro 3) qui comprend le registre spécialisé du groupe Cochrane sur les infections respiratoires aiguës (IRA), ainsi que dans MEDLINE (de janvier 1966 à la 3ème semaine de mars 2012) et EMBASE (de janvier 1990 à avril 2012).

Critères de sélection

Des essais contrôlés randomisés (ECR) comparant des antibiotiques oraux administrés pendant une courte durée à la pénicilline orale prise pendant une durée standard chez les enfants âgés de 1 à 18 ans atteints d'une pharyngite aiguë GABHS.

Recueil et analyse des données

Deux auteurs de la revue ont analysé les titres et résumés des références bibliographiques identifiées et appliqué les critères d'inclusion. Nous avons récupéré les études incluses dans leur intégralité, et extrait les données. Deux auteurs de la revue ont évalué la qualité des essais de façon indépendante.

Résultats principaux

Nous avons inclus 20 études portant sur 13 102 cas de pharyngite aiguë GABHS. La recherche mise à jour n'a pas permis d'identifier d'études éligibles nouvelles ; la majorité des études présentaient un risque élevé de biais. Néanmoins, la majorité des résultats étaient cohérents. Comparativement à un traitement d'une durée standard, les études portant sur le traitement de courte durée ont présenté des périodes plus courtes de fièvre (différence moyenne (DM) -0,30 jour, intervalle de confiance (IC) à 95 % -0,45 à -0,14) et de mal de gorge (DM -0,50 jour, IC à 95 % -0,78 à -0,22) ; un risque plus faible d'échec précoce du traitement clinique (rapport des cotes (RC) 0,80, IC à 95 % 0,67 à 0,94) ; n'ont présenté aucune différence significative en termes d'échec précoce du traitement bactériologique (RC 1,08, IC à 95 % 0,97 à 1,20) ou de récurrence clinique tardive (RC 0,95, IC à 95 % 0,83 à 1,08). Toutefois, le risque global de récurrence bactériologique tardive était plus grave dans les études portant sur le traitement de courte durée (RC 1,31, IC à 95 % 1,16 à 1,48), même si aucune différence significative n'a été observée après que les études portant sur l'azithromycine à faible dose (10 mg/kg) ont été éliminées (RC 1,06, IC à 95 % 0,92 à 1,22). Trois études ont rendu compte de complications de longue durée. Sur les 8 135 cas de pharyngite aiguë GABHS, seulement six cas dans le traitement de courte durée contre huit dans le traitement de durée standard ont développé des complications à long terme se manifestant par une glomérulonéphrite et une fièvre rhumatismale aiguë, ne présentant aucune différence statistiquement significative (RC 0,53, IC à 95 % 0,17 à 1,64).

Conclusions des auteurs

Un traitement de trois à six jours par des antibiotiques oraux a produit une efficacité comparable à celle du traitement d'une durée standard de 10 jours par la pénicilline orale chez les enfants atteints d'une pharyngite aiguë GABHS. . Dans les régions où la prévalence de la maladie cardiaque rhumatismale est toujours forte, nos résultats doivent être interprétés avec prudence.

Resumo

Antibióticos de última geração e tratamento curto versus tratamento mais prolongado com penicilina para a faringite estreptocócica aguda em crianças

Introdução

A duração padrão do tratamento de crianças com faringite aguda pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A (EBHGA) com penicilina oral é de 10 dias. Antibióticos com tratamentos mais curtos podem ter eficácia comparável.

Objetivos

Sintetizar as evidências sobre a eficácia de dois a seis dias de novos antibióticos orais (curta duração) em comparação com 10 dias de penicilina oral (duração padrão) no tratamento de crianças com faringite aguda pelo EBHGA.

Métodos de busca

Nós pesquisamos na the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL 2012, fascículo 3), que contém o the Cochrane Acute Respiratory Infections Group’s Specialized Register, MEDLINE (Janeiro de 1966 a Março, semana 3, 2012) e EMBASE (Janeiro de 1990 a Abril de 2012).

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados (ECRs) comparando antibióticos orais de curta duração com penicilina oral de duração padrão em crianças de 1 a 18 anos com faringite aguda por EBHGA.

Coleta dos dados e análises

Dois autores da revisão examinaram os títulos e resumos das citações obtidas e aplicaram os critérios de inclusão. Nós recuperamos os estudos incluídos na íntegra e extraímos os dados. Dois autores da revisão avaliaram a qualidade dos ensaios clínicos independentemente.

Principais resultados

Foram incluídos 20 estudos, com 13.102 casos de faringite aguda por EBHGA. A busca atualizada não identificou qualquer novo estudo elegível. A maioria dos estudos apresentou alto risco de viés, entretanto, a maioria dos resultados foi consistente. Comparados ao tratamento de duração padrão, os estudos com tratamento de curta duração tiveram menores períodos de febre [diferença de média (DM) - 0,30 dias, intervalo de confiança (IC) 95% - 0,45 a - 0,14] e dor de garganta (DM - 0,50 dias, IC 95% - 0,78 a - 0,22); menor risco de falha do tratamento clínico inicial [razão de chance (OR) 0,80, IC 95% 0,67 a 0,94]; ausência de diferença significante com relação às falhas terapêuticas bacteriológicas precoces (OR 1,08, IC 95% 0,97 a 1,20) ou à recorrência clínica tardia (OR 0,95, IC 95% 0,83 a 1,08). Entretanto, o risco global de recorrência bacteriológica tardia foi pior nos estudos de tratamento de curta duração (OR 1,31, IC 95% 1,16 a 1,48), embora não foram encontradas diferença significante quando os estudos com baixa dose de azitromicina (10 mg/kg) foram eliminados (OR 1,06, IC 95% 0,92 a 1,22). Três estudos relataram complicações a longo prazo. Dos 8.135 casos de faringite aguda por EBHGA, apenas seis casos no tratamento de curta duração contra oito casos no tratamento de duração padrão desenvolveram complicações a longo prazo, em forma de glomerulonefrite e febre reumática aguda, não havendo diferença estatisticamente significante (OR 0,53, IC 95% 0,17 a 1,64).

Conclusão dos autores

Três a seis dias de antibióticos orais apresentaram eficácia comparável ao ciclo padrão de 10 dias de penicilina oral no tratamento de crianças com faringite aguda por EBHGA. Em áreas onde a prevalência de cardiopatia reumática ainda é elevada, nossos resultados devem ser interpretado com cautela.

Notas de tradução

Traduzido por: Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brasil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

Plain language summary

The effect of short duration versus standard duration antibiotic therapy for streptococcal throat infection in children

Streptococcal (strep) throat infection is very common. A 10-day course of penicillin is prescribed mainly to protect against the complication of acute rheumatic fever, which can occur approximately 20 days after streptococcal throat and cause damage to the heart valves. Cases of acute rheumatic fever have dropped dramatically in high-income countries. Newer antibiotics taken for a shorter duration, may have a comparable effect to penicillin taken for 10 days.

We summarized medical literature regarding the effect of two to six days of oral antibiotics (short duration) in treating children with streptococcal throat infection, compared with 10 days of oral penicillin (standard duration). We included 20 studies with 13,102 cases of acute group A beta hemolytic streptococcus (GABHS) pharyngitis. The short duration treatment resulted in better compliance but more side effects. All side effects were self-limiting: mostly mild to moderate diarrhea, vomiting and abdominal pain. Three studies reported the rate of long duration complications with no statistically significant difference.

Our study has several limitations. Firstly, only 3 out of the 20 included studies followed the participants for a sufficient duration to be able to study the prevalence of complications of GABHS pharyngitis. Although these three studies had a total of 8135 participants, results were too under-powered to draw any conclusions on differences in complication rates. This means our conclusion is not applicable in low-income countries where the prevalence of rheumatic heart disease is high. Another limitation is that the primary studies evaluated different antibiotics for variable durations (three to six days). Also, studies were of limited quality. Finally, although the shorter antibiotic duration appeared to be effective and more convenient, it is more expensive than the standard duration 10 days of penicillin. However, one must take into account the reality of patient behavior and the price of unsuccessful or incomplete therapy.

Three to six days of oral antibiotics for children with streptococcal throat infection is a safe treatment with a comparable effect to the standard duration of 10 days of penicillin. However, our results must be interpreted with caution in low-income countries where acute rheumatic fever is still a problem.

Résumé simplifié

L'effet de l'antibiothérapie de courte durée comparée à une durée standard dans l'infection à Streptocoque de la gorge chez l'enfant

L'infection à Streptocoque (Strep) de la gorge est très fréquente. Un traitement de 10 jours par la pénicilline est prescrit principalement pour la protection contre la complication de la fièvre rhumatismale aiguë, qui peut survenir environ 20 jours après l'infection à Streptocoque de la gorge et provoquer des lésions des valves cardiaques. Les cas de fièvre rhumatismale aiguë ont chuté de manière spectaculaire dans les pays à haut revenu. Des antibiotiques plus récents, pris pendant une durée plus courte, sont susceptibles d'avoir un effet comparable à celui de la pénicilline prise pendant 10 jours.

Nous avons résumé la littérature médicale concernant l'effet de deux à six jours d'antibiotiques oraux (courte durée) dans le traitement des enfants atteints d'une infection à Streptocoque de la gorge, comparativement à 10 jours de pénicilline orale (durée standard). Nous avons inclus 20 études portant sur 13 102 cas de pharyngite aiguë à Streptocoque bêta-hémolytique du groupe A (GABHS). Le traitement de courte durée a entraîné une meilleure observance mais davantage d'effets secondaires. Tous les effets secondaires se sont résorbés spontanément : diarrhée, vomissement et douleur abdominale d'intensité essentiellement légère à modérée. Trois études ont rendu compte du taux de complications de longue durée sans aucune différence statistiquement significative.

Notre étude comporte plusieurs limites. Premièrement, seulement 3 études sur les 20 incluses ont suivi les participants pendant une durée suffisante pour pouvoir étudier la prévalence des complications de la pharyngite GABHS. Même si ces trois études comprenaient un total de 8 135 participants, les résultats étaient d'une puissance trop insuffisante pour tirer toute conclusion sur les différences des taux de complications. Ceci signifie que notre conclusion ne s'applique pas aux pays à faible revenu où la prévalence de la maladie cardiaque rhumatismale est forte. Une autre limite est que les études originales ont évalué différents antibiotiques administrés pendant des durées variables (trois à six jours). De même, la qualité méthodologique des études était limitée. Enfin, même si l'antibiothérapie de plus courte durée semblait être efficace et plus adaptée, elle est plus coûteuse que le traitement par la pénicilline pendant la durée standard de 10 jours. Toutefois, on doit prendre en compte la réalité du comportement du patient et le prix d'un traitement n'ayant pas réussi ou incomplet.

Un traitement de trois à six jours par des antibiotiques oraux chez les enfants atteints d'une infection à Streptocoque de la gorge est un traitement sûr ayant un effet comparable à celui du traitement par la pénicilline pendant la durée standard de 10 jours. Cependant, nos résultats doivent être interprétés avec prudence dans les pays à faible revenu où la fièvre rhumatismale aiguë représente toujours un problème.

Notes de traduction

Traduit par: French Cochrane Centre 13th September, 2012
Traduction financée par: Ministère du Travail, de l'Emploi et de la Santé Français

Resumo para leigos

O efeito da terapia antibiótica de curta duração em comparação com a terapia de duração padrão sobre a infecção de garganta estreptocócica em crianças

A infecção de garganta estreptocócica é muito comum. É prescrito um ciclo de 10 dias de penicilina principalmente para proteger contra as complicações da febre reumática aguda, que pode ocorrer aproximadamente 20 dias após a faringoamigdalite estreptocócica e causar danos para as válvulas cardíacas. Casos de febre reumática aguda caíram dramaticamente em países de alta renda. Novos antibióticos, tomados por um período mais curto, podem ter um efeito comparável ao da penicilina tomada por 10 dias.

Nós resumimos a literatura médica sobre o efeito de dois a seis dias de antibióticos orais (curta duração) no tratamento de crianças com infecções de garganta estreptocócicas, em comparação com 10 dias de penicilina oral (duração padrão). Foram incluídos 20 estudos, com 13.102 casos de faringite aguda por estreptococos beta hemolíticos do grupo A (EBHGA). O tratamento de curta duração resultou em melhor adesão, porém em maiores efeitos colaterais. Todos os efeitos colaterais foram autolimitados: a maioria diarreia leve à moderada, vômitos e dor abdominal. Três estudos relataram as taxas de complicações a longo prazo, sem diferença estatisticamente significante.

Nosso estudo possui várias limitações. Primeiramente, somente três dos 20 estudos incluídos seguiram os participantes por um período de tempo suficiente para ser capaz de estudar a prevalência de complicações da faringite por EBHGA. Embora estes três estudos tivessem um total de 8.135 participantes, os resultados apresentaram poder muito baixo para tirar quaisquer conclusões sobre as diferenças nas taxas de complicação. Isto significa que nossa conclusão não é aplicável em países de baixa renda, onde a prevalência de cardiopatia reumática é elevada. Outra limitação é que os estudos primários avaliaram diferentes antibióticos por durações variáveis (três a seis dias). Também, os estudos apresentaram qualidade limitada. Finalmente, embora a duração da terapia antibiótica mais curta apresentou ser efetiva e mais conveniente, ela é mais cara do que a terapia padrão de 10 dias de penicilina. Entretanto, deve-se levar em conta a realidade do paciente e o preço da terapia sem sucesso ou incompleta.

Três a seis dias de antibióticos orais para crianças com infecção de garganta estreptocócica é um tratamento seguro, com um efeito comparável ao tratamento padrão de 10 dias de penicilina. Entretanto, nossos resultados devem ser interpretados com cautela em países de baixa renda, onde a febre reumática aguda ainda é um problema.

Notas de tradução

Traduzido por: Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brasil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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