Green tea (Camellia sinensis) for the prevention of cancer

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Tea is one of the most commonly consumed beverages worldwide. Teas from the plant Camellia sinensis can be grouped into green, black and oolong tea. Cross-culturally tea drinking habits vary. Camellia sinensis contains the active ingredient polyphenol, which has a subgroup known as catechins. Catechins are powerful antioxidants. It has been suggested that green tea polyphenol may inhibit cell proliferation and observational studies have suggested that green tea may have cancer-preventative effects.

Objectives

To critically assess any associations between green tea consumption and the risk of cancer incidence and mortality.

Search methods

We searched eligible studies up to January 2009 in the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE, EMBASE, Amed, CancerLit, Psych INFO and Phytobase and reference lists of previous reviews and included studies.

Selection criteria

We included all prospective, controlled interventional studies and observational studies, which either assessed the associations between green tea consumption and risk of cancer incidence or that reported on cancer mortality.

Data collection and analysis

At least two review authors independently applied the study criteria, extracted data and assessed methodological quality of studies. Due to the nature of included studies, which were mainly epidemiological, results were summarised descriptively according to cancer diagnosis.

Main results

Fifty-one studies with more than 1.6 million participants were included. Twenty-seven of them were case-control studies, 23 cohort studies and one randomised controlled trial (RCT).

Twenty-seven studies tried to establish an association between green tea consumption and cancer of the digestive tract, mainly of the upper gastrointestinal tract, five with breast cancer, five with prostate cancer, three with lung cancer, two with ovarian cancer, two with urinary bladder cancer one with oral cancer, three further studies included patients with various cancer diagnoses.

The methodological quality was measured with the Newcastle-Ottawa scale (NOS). The 9 nested case-control studies within prospective cohorts were of high methodological quality, 13 of medium, and 1 of low. One retrospective case-control study was of high methodological quality and 21 of medium and 5 of low.

Results from studies assessing associations between green tea and risk of digestive tract cancer incidence were highly contradictory. There was limited evidence that green tea could reduce the incidence of liver cancer. The evidence for esophageal, gastric, colon, rectum, and pancreatic cancer was conflicting. In prostate cancer, observational studies with higher methodological quality and the only included RCT suggested a decreased risk in men consuming higher quantities green tea or green tea extracts. However, there was limited to moderate evidence that the consumption of green tea reduced the risk of lung cancer, especially in men, and urinary bladder cancer or that it could even increase the risk of the latter. There was moderate to strong evidence that green tea consumption does not decrease the risk of dying from gastric cancer. There was limited moderate to strong evidence for lung, pancreatic and colorectal cancer.

Authors' conclusions

There is insufficient and conflicting evidence to give any firm recommendations regarding green tea consumption for cancer prevention. The results of this review, including its trends of associations, need to be interpreted with caution and their generalisability is questionable, as the majority of included studies were carried out in Asia (n = 47) where the tea drinking culture is pronounced. Desirable green tea intake is 3 to 5 cups per day (up to 1200 ml/day), providing a minimum of 250 mg/day catechins. If not exceeding the daily recommended allowance, those who enjoy a cup of green tea should continue its consumption. Drinking green tea appears to be safe at moderate, regular and habitual use.

Resumo

Chá verde (Camellia sinensis) para a prevenção do câncer

Introdução

O chá é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Chás da planta Camellia sinensis podem ser agrupados em chá verde, chá preto e chá oolong. O hábito de beber chás varia conforme a cultura. A Camellia sinensis contém o ingrediente ativo polifenol, que tem um subgrupo conhecido como catequinas, que são antioxidantes poderosos. Foi sugerido que o polifenol do chá verde pode inibir a proliferação de células, e estudos observacionais sugerem que o chá verde pode ter efeito de prevenção do câncer.

Objetivos

Avaliar criticamente qualquer associação entre o consumo de chá verde e o risco de desenvolver câncer e a mortalidade por câncer.

Métodos de busca

Pesquisamos estudos elegíveis até janeiro de 2009 nas seguintes bases de dados: Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE, EMBASE, Amed, CancerLit, Psych INFO e PHytobase. Também fizemos buscas nas listas de bibliográficas de revisões publicadas e dos estudos incluídos nesta revisão.

Critério de seleção

Incluímos todos os estudos prospectivos intervencionais controlados e os estudos observacionais, que avaliaram a associação entre o consumo de chá verde e a incidência do risco de câncer ou estudos que traziam dados sobre mortalidade por câncer.

Coleta dos dados e análises

Ao menos dois autores da revisão avaliaram independentemente os estudos segundo os critérios de seleção, extraíram os dados e verificaram a qualidade metodológica dos estudos. Devido à natureza dos estudos incluídos, que eram em sua maioria epidemiológicos, os resultados foram resumidos de forma descritiva, de acordo com o diagnóstico de câncer.

Principais resultados

Foram incluídos 51 estudos com mais de 1.6 milhões de participantes. Entre esses, 27 eram estudos de caso-controle, 23 eram do tipo coorte e 1 estudo era um ensaio clínico randomizado (ECR).

Vinte e sete estudos tentaram estabelecer uma associação entre o consumo do chá verde e cânceres do trato digestivo, na maioria do trato superior, cinco com câncer de mama, cinco com câncer de próstata, três com câncer de pulmão, dois com câncer de ovário, dois com câncer de bexiga, um com câncer oral, e três outros estudos incluíram pacientes com vários tipos de diagnósticos de câncer.

A qualidade metodológica foi medida com a escala Newcastle-Ottawa. Os 9 estudos de caso-controle agrupados em coortes prospectivas eram de alta qualidade metodológica, 13 de média e 1 de baixa. Um estudo caso-controle retrospectivo era de alta qualidade metodológica e 21, de média e 5 de baixa qualidade.

Os resultados dos estudos que avaliaram a associação entre o chá verde e a incidência de risco de câncer do trato digestivo foram altamente contraditórios. Houve evidência limitada de que o chá verde poderia reduzir a incidência do câncer de fígado. As evidências para o câncer esofágico, gástrico, cólon, de reto e pancreático foram conflitantes. Para o câncer de próstata, os estudos observacionais com mais qualidade metodológica e o único ensaio clínico randomizado incluído sugeriram uma diminuição do risco em homens que consumiram maiores quantidades de chá verde ou de extratos de chá verde. Entretanto, houve evidência limitada a moderada de que o consumo de chá verde poderia reduzir o risco de câncer de pulmão, especialmente em homens, e de que poderia reduzir o câncer de bexiga ou até aumentar o risco de câncer de bexiga. Houve evidência moderada a forte de que o consumo do chá verde não diminui o risco de morte por câncer gástrico. Houve evidência limitada moderada a forte para o câncer de pulmão, pancreático e de colorretal.

Conclusão dos autores

Existem evidências insuficientes e conflitantes para fazer qualquer recomendação sólida sobre o consumo de chá verde para a prevenção de câncer. Os resultados desta revisão, inclusive as tendências de associações, devem ser interpretados com cautela, e sua generalização é questionável, já que a maioria dos estudos incluídos foi realizada na Ásia (n = 47), onde existe uma forte tendência cultural a favor do consumo de chá. A ingestão desejável de chá verde é de 3 a 5 xícaras por dia (até 1.200 ml/dia), o que equivale ao consumo de no mínimo 250 mg/dia de catequinas. Contanto que não ultrapassem a recomendação diária permitida, as pessoas que gostam de tomar uma xícara de chá verde devem continuar seu consumo. Tomar chá verde parece ser seguro, se feito de forma moderada, regular e habitual.

Notas de tradução

Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Maíra T. Parra).

Plain language summary

Green tea for the prevention of cancer

Fifty-one studies with more than 1.6 million participants, mainly of observational nature were included in this systematic review. Studies looked for an association between green tea consumption and cancer of the digestive tract, gynecological cancer including breast cancer, urological cancer including prostate cancer, lung cancer and cancer of the oral cavity. The majority of included studies were of medium to high methodological quality. The evidence that the consumption of green tea might reduce the risk of cancer was conflicting. This means, that drinking green tea remains unproven in cancer prevention, but appears to be safe at moderate, regular and habitual use.

Laički sažetak

Zeleni čaj za prevenciju karcinoma

U sustavni pregled o učinku zelenog čaja na prevenciju karcinoma uključena je 51 studija s ukupno 1,6 milijuna ispitanika. Radilo se uglavnom o tzv. opažajnim studijama – u kojima istraživač ne odlučuje tko će biti izložen nekom utjecaju ili nekoj terapiji, nego samo promatra podatke o postojećem stanju. U analiziranim studijama je ispitana povezanost između pijenja zelenog čaja i karcinoma probavnog trakta, ginekoloških karcinoma uključujući i karcinom dojke, karcinoma mokraćnog sustava uključujući karcinom prostate, karcinoma pluća i karcinoma usne šupljine. Glavnina uključenih studija bile su srednje ili visoke metodološke kvalitete. Dokazi o tome može li konzumiranje zelenog čaja smanjiti rizik od karcinoma bili su proturječni. To znači da i dalje nema dokaza da je pijenje zelenog čaja korisno za prevenciju karcinoma. S druge strane uzimanje zelenog čaja nije bilo povezano s nuspojavama pa ga je sigurno konzumirati umjereno i redovito.

Bilješke prijevoda

Prevoditelj:: Croatian Branch of the Italian Cochrane Centre 27th March, 2014
Prijevod financira:: Ministry of Education, Science and Sports

Резюме на простом языке

Зеленый чай для профилактики рака

В этот систематический обзор включены исследования, объединившие более чем 1,6 млн участников, - всего 51 исследование, в основном обсервационного дизайна (наблюдательные исследования). Исследования были направлены на поиск связи между потреблением зеленого чая и раками желудочно-кишечного тракта, гинекологическими раками, включая рак молочной железы, урологическими раками, включая рак предстательной железы, раком легкого и раком полости рта. Большинство включенных исследований были среднего - высокого методологического качества. Доказательства того, что потребление зеленого чая может снизить риск развития рака, были противоречивыми. Это значит, что употребление зеленого чая остается недоказанным в отношении профилактики рака, но оказывается безопасным при его умеренном, регулярном и привычном использовании.

Заметки по переводу

Перевод: Зиганшина Лилия Евгеньевна. Редактирование: Юдина Екатерина Викторовна. Координация проекта по переводу на русский язык: Казанский федеральный университет - аффилированный центр в Татарстане Северного Кокрейновского Центра. По вопросам, связанным с этим переводом, пожалуйста, обращайтесь к нам по адресу: lezign@gmail.com

Resumo para leigos

Chá verde (Camellia sinensis) para a prevenção do câncer

Esta revisão sistemática incluiu 51 estudos, a maioria do tipo observacional, envolvendo ao todo mais de 1.6 milhões de participantes. Os estudos procuraram uma associação entre o consumo de chá verde e câncer do trato digestivo, câncer ginecológico, incluindo o câncer de mama, câncer urológico, incluindo o câncer de próstata, câncer de pulmão e câncer da boca. A maioria dos estudos incluídos eram de qualidade metodológica média a alta. A evidência de que o consumo de chá verde pode reduzir o risco de câncer é conflitante. Isso significa que não há comprovação de que beber chá verde previne câncer. Porém tomar chá verde parece ser seguro, se feito de forma moderada, regular e habitual.

Notas de tradução

Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Maíra T. Parra).

Streszczenie prostym językiem

Zielona herbata w profilaktyce nowotworów

Do niniejszego przeglądu systematycznego włączono 51 badań, głównie o charakterze obserwacyjnym, obejmujących ponad 1,6 miliona uczestników. W badaniach oceniano związek między piciem zielonej herbaty i występowaniem nowotworów przewodu pokarmowego, ginekologicznych (w tym raka piersi), urologicznych (w tym raka prostaty), raka płuc oraz raka jamy ustnej. Jakość większości włączonych badań była umiarkowana lub wysoka. Dane naukowe świadczące o tym, że picie zielonej herbaty może zmniejszyć ryzyko raka były sprzeczne. Oznacza to, że nie potwierdzono żeby picie zielonej herbaty zapobiegało nowotworom, jednak wydaje się, że jest ono bezpieczne przy umiarkowanym, regularnym i nawykowym spożyciu.

Uwagi do tłumaczenia

Tłumaczenie: Bartłomiej Matulewicz Redakcja: Karolina Moćko

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