Antibiotics for mastitis in breastfeeding women

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Mastitis can be caused by ineffective positioning of the baby at the breast or restricted feeding. Infective mastitis is commonly caused by Staphylococcus aureus. The prevalence of mastitis in breastfeeding women may reach 33%. Effective milk removal, pain medication and antibiotic therapy have been the mainstays of treatment.

Objectives

This review aims to examine the effectiveness of antibiotic therapies in relieving symptoms for breastfeeding women with mastitis with or without laboratory investigation.

Search methods

We searched the Cochrane Pregnancy and Childbirth Group's Trials Register (30 September 2012), contacted investigators and other content experts known to us for unpublished trials and scanned the reference lists of retrieved articles.

Selection criteria

We selected randomised controlled trials (RCTs) and quasi-RCTs comparing the effectiveness of various types of antibiotic therapies or antibiotic therapy versus alternative therapies for the treatment of mastitis.

Data collection and analysis

Two review authors independently assessed trial quality and extracted data. When in dispute, we consulted a third author.

Main results

Two trials met the inclusion criteria. One small trial (n = 25) compared amoxicillin with cephradine and found no significant difference between the two antibiotics in terms of symptom relief and abscess formation. Another, older study compared breast emptying alone as 'supportive therapy' versus antibiotic therapy plus supportive therapy, and no therapy. The findings of the latter study suggested faster clearance of symptoms for women using antibiotics, although the study design was problematic.

Authors' conclusions

There is insufficient evidence to confirm or refute the effectiveness of antibiotic therapy for the treatment of lactational mastitis. There is an urgent need to conduct high-quality, double-blinded RCTs to determine whether antibiotics should be used in this common postpartum condition.

Resumo

Antibióticos para mastite em lactantes

Introdução

A mastite pode ser causada por erros de posicionamento do bebê no seio materno ou amamentação restrita. A mastite infecciosa é geralmente causada pelo Staphylococcus aureus. Até 33 % das lactantes podem ter mastite. O tratamento habitual da mastite se baseia no esvaziamento do leite, analgésicos e antibióticos.

Objetivos

O objetivo desta revisão foi avaliar a efetividade da antibioticoterapia no alívio dos sintomas de lactantes com mastite, com ou sem confirmação laboratorial do diagnóstico.

Métodos de busca

Fizemos buscas na base de dados eletrônica no Cochrane Pregnancy and Childbirth Group Trials Register (em 30 de Setembro de 2012). Entramos em contato com pesquisadores e outros especialistas da área, buscando identificar estudos não publicados. A busca foi complementada pela análise das listas de referências bibliográficas dos artigos encontrados.

Critério de seleção

Foram incluídos nesta revisão apenas ensaios clínicos controlados e randomizados (ECR) ou quasi -randomizados que compararam a efetividade de diversos esquemas de antibioticoterapia para o tratamento da mastite ou que compararam antibioticoterapia versus outros tipos de tratamento.

Coleta dos dados e análises

Dois revisores avaliaram de forma independente a qualidade dos estudos e extraíram os dados. Um terceiro revisor foi consultado em caso de discordância entre os dois revisores.

Principais resultados

Dois estudos preencheram os critérios de inclusão. Um estudo com pequena casuística (n = 25) comparou Amoxacilina com Cefradina e não encontrou diferença significante entre esses dois antibióticos para o alívio dos sintomas ou na formação de abscessos. Outro estudo mais antigo, comparou o uso exclusivo do esvaziamento mamário versus antibioticoterapia mais esvaziamento, versus nenhum tratamento. Segundo esse estudo, a duração dos sintomas foi menor nas mulheres que receberam antibióticos; porém esse estudo teve falhas no seu desenho.

Conclusão dos autores

As evidências são insuficientes para avaliar a efetividade da antibioticoterapia no tratamento da mastite puerperal. São necessários mais ensaios clínicos randomizados duplo-cego e de boa qualidade antes que possam ser feitas recomendações quanto à prescrição, ou não, de antibióticos para o tratamento da mastite puerperal.

Plain language summary

Antibiotics for mastitis in breastfeeding women

Inflammation of the breast, or mastitis, can be infective or non-infective. Infective mastitis is one of the most common infections experienced by breastfeeding women. The condition (infective or not) varies in severity, ranging from mild symptoms with some local inflammation, redness, warmth and tenderness in the affected breast through to more serious symptoms including fever, abscess and septicaemia, which may require hospitalisation. Recovery can take time, and there may be substantial discomfort for the affected mother and her baby. Mastitis usually occurs during the first three months after birth and results in the mother being confined to bed for one day, followed by restricted activity. The condition is associated with decreased milk secretion, decreased productivity, and in difficulties caring for the baby. This burden to mothers, along with the cost of care, the potential negative impact on continuation of breastfeeding, and the danger of serious complications such as septicaemia, makes mastitis a serious condition which warrants early diagnosis and effective therapy. The review included two studies and approximately 125 women. One study compared two different antibiotics, and there were no differences between the two antibiotics for symptom relief. A second study comparing no treatment, breast emptying, and antibiotic therapy, with breast emptying suggested more rapid symptom relief with antibiotics. There is very little evidence on the effectiveness of antibiotic therapy, and more research is needed.

Resumo para leigos

Antibióticos para mastite em lactantes

A inflamação da mama, também conhecida como mastite, pode ser de origem infecciosa ou não. A mastite infecciosa é uma das infecções mais comuns em mulheres que amamentam (lactantes). Essa condição (infecciosa ou não) pode se apresentar de diversas formas, indo desde quadros leves com uma pequena inflamação local com vermelhidão, aumento local da temperatura e dor na mama acometida, até quadros mais graves com febre, abscessos e até septicemia o que pode levar a uma internação hospitalar da lactante. A recuperação da mastite pode ser lenta e trazer grande desconforto tanto para a mãe como para o bebê. A mastite costuma ocorrer durante os três primeiros meses após o parto e pode levar a mãe a ter que ficar de repouso na cama por um dia, seguido de restrição das suas atividades. A mastite também pode levar à diminuição na produção e na liberação do leite e a dificuldades para cuidar do bebê. Portanto, a mastite é um problema para a mãe, exige gastos com o tratamento, pode levar ao desmame e também a complicações graves como septicemia. Por todos estes motivos, a mastite é um problema sério que precisa ser diagnosticado precocemente e tratado adequadamente. Essa revisão incluiu dois estudos com aproximadamente 125 mulheres. Um estudo comparou dois antibióticos diferentes, não encontrando nenhuma diferença entre eles em termos de alívio dos sintomas. O outro estudo comparou nenhum tratamento versus esvaziamento da mama, antibioticoterapia e a combinação de esvaziamento junto com antibioticoterapia e conclui que as mulheres que receberam antibióticos tiveram um alívio mais rápido dos seus sintomas. Existe pouquíssima evidência sobre a efetividade do uso de antibióticos para o tratamento da mastite e são necessários mais estudos sobre esse assunto.

Notas de tradução

Traduzido por: Brazilian Cochrane Centre
Tradução patrocinada por: None

Laički sažetak

Antibiotici za liječenje upale dojke (mastitis) u dojilja

Upala dojke ili mastitis može biti infektivna ili neinfektivna. Infektivni mastitis je jedan od najčešćih infekcija kod dojilja. Ovo stanje (infektivno ili neinfektivno) varira u intenzitetu, od blagih simptoma s lokalnom upalom, crvenilom, toplinom i boli u zahvaćenoj dojci do ozbiljnijih simptoma uključujući vrućicu, apsces, sepsa, koje mogu dovesti do hospitalizacije. Oporavak može potrajati i može biti popraćen značajnim neugodnostima za majku i dijete. Mastitis se obično javlja tijekom prva tri mjeseca od poroda i dovodi do toga da majka mora provesti jedan dan u krevetu, te su joj jedno vrijeme sposobnosti ograničene. Mastitis je povezan sa smanjenim izlučivanjem mlijeka, smanjenim stvaranjem mlijeka i poteškoćama u zbrinjavanju djeteta. To opterećenje za majke, te troškovi liječenja, potencijalni negativni utjecaj na nastavak dojenja, i opasnost potencijalnih komplikacija poput sepse, čini mastitis ozbiljnim stanjem koji zahtjeva ranu dijagnozu i učinkovitu terapiju. Ovaj Cochrane sustavni pregled je uključio dva istraživanja i 125 žena. Jedna studija je uspoređivala dva različita antibiotika, i nije pronađena razlika u antibioticima u odnosu na ublaženje simptoma. Druga studija je usporedila nikakvu terapiju, pražnjenje dojke i antibiotike s pražnjenjem dojki te je uočeno brže povlačenje simptoma s antibioticima. Ima jako malo dokaza o učinkovitosti antibiotske terapije, i potrebno je više istraživanja na ovu temu.

Bilješke prijevoda

Hrvatski Cochrane
Prevela: Irena Zakarija-Grković
Ovaj sažetak preveden je u okviru volonterskog projekta prevođenja Cochrane sažetaka. Uključite se u projekt i pomozite nam u prevođenju brojnih preostalih Cochrane sažetaka koji su još uvijek dostupni samo na engleskom jeziku. Kontakt: cochrane_croatia@mefst.hr