Fluvoxamine versus other anti-depressive agents for depression

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

Fluvoxamine, one of the oldest selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs), is prescribed to patients with major depression in many countries. Several studies have previously reviewed the efficacy and tolerability of fluvoxamine for the treatment of major depression. However, these reviews are now outdated.

Objectives

Our objective is to evaluate the effectiveness, tolerability and side effect profile of fluvoxamine for major depression in comparison with other anti-depressive agents, including tricyclics (TCAs), heterocyclics, other SSRIs, SNRIs, other newer agents and other conventional psychotropic drugs.

Search methods

We searched the Cochrane Collaboration Depression, Anxiety and Neurosis Controlled Trials Register. Trial databases and ongoing trial registers in North America, Europe, Japan and Australia, were handsearched for randomised controlled trials. We checked reference lists of the articles included in the review, previous systematic reviews and major textbooks of affective disorder for published reports and citations of unpublished research. The date of last search was 31 August 2008.

Selection criteria

We included all randomised controlled trials, published in any language, that compared fluvoxamine with any other active antidepressants in the acute phase treatment of major depression.

Data collection and analysis

Two independent review authors inspected citations and abstracts, obtained papers, extracted data and assessed the risk of bias of included studies. We analysed dichotomous data using odds ratios (ORs) and continuous data using the standardised mean difference (SMD). A random effects model was used to combine studies.

Main results

A total of 54 randomised controlled trials (n = 5122) were included. No strong evidence was found to indicate that fluvoxamine was either superior or inferior to other antidepressants regarding response, remission and tolerability. However, differing side effect profiles were evident, especially with regard to gastrointestinal side effects of fluvoxamine when compared to other antidepressants. For example, fluvoxamine was generally associated with a higher incidence of vomiting/nausea (versus imipramine, OR 2.23, CI 1.59 to 3.14; versus clomipramine, OR 2.13, CI 1.06 to 4.27; versus amitriptyline, OR 2.86, CI 1.31 to 2.63).

Authors' conclusions

We found no strong evidence that fluvoxamine was either superior or inferior to any other antidepressants in terms of efficacy and tolerability in the acute phase treatment of depression. However, differing side effect profiles were evident. Based on these findings, we conclude that clinicians should focus on practical or clinically relevant considerations, including these differences in side effect profiles.

Résumé scientifique

Fluvoxamine versus autres agents antidépresseurs pour le traitement de la dépression

Contexte

La fluvoxamine, l'un des plus anciens inhibiteurs sélectifs de la recapture de la sérotonine (ISRS), est prescrite aux patients atteints de dépression majeure dans de nombreux pays. Plusieurs études ont examiné l'efficacité et la tolérance de la fluvoxamine dans le traitement de la dépression majeure. Néanmoins, ces revues sont aujourd'hui dépassées.

Objectifs

Notre objectif est d'évaluer l'efficacité, la tolérance et le profil d'effets secondaires de la fluvoxamine dans la dépression majeure par rapport à d'autres agents antidépresseurs, y compris les tricycliques (ATC), les hétérocycliques, d'autres ISRS, des IRSN, d'autres agents plus récents et d'autres psychotropes traditionnels.

Stratégie de recherche documentaire

Nous avons consulté le registre des essais contrôlés de la Collaboration Cochrane sur la dépression, l'anxiété et la névrose. Nous avons effectué une recherche manuelle dans des bases de données d'essais cliniques et des registre d’essais en cours d'Amérique du Nord, d'Europe, du Japon et d'Australie afin d'identifier des essais contrôlés randomisés. Nous avons examiné les références bibliographiques des articles inclus dans cette revue, des précédentes revues systématiques et des ouvrages de référence sur les troubles affectifs afin d'identifier des rapports publiés et des références à des recherches non publiées. La dernière recherche a été effectuée le 31 août 2008.

Critères de sélection

Nous avons inclus tous les essais contrôlés randomisés, sans restriction de langue, comparant de la fluvoxamine à n'importe quel autre antidépresseur actif dans le traitement de la phase aiguë de la dépression majeure.

Recueil et analyse des données

Deux auteurs de revue indépendants ont examiné les références bibliographiques et les résumés, obtenu les articles, extrait les données et évalué le risque de biais des études incluses. Nous avons analysé les données dichotomiques à l'aide des rapports des cotes, et les données continues à l'aide de la différence moyenne standardisée (DMS). Un modèle à effets aléatoires a été utilisé pour combiner les études.

Résultats principaux

Au total, 54 essais contrôlés randomisés (n = 5 122) ont été inclus. Aucune preuve solide n'indique que la fluvoxamine est supérieure ou inférieure à d'autres antidépresseurs en termes de réponse, de rémission et de tolérance. Néanmoins, différents profils d'effets secondaires étaient identifiés, en particulier concernant les effets secondaires gastro-intestinaux de la fluvoxamine par rapport à ceux d'autres antidépresseurs. À titre d'exemple, la fluvoxamine était généralement associée à une incidence supérieure de vomissements/nausées (par rapport à l'imipramine, rapport des cotes de 2,23, IC entre 1,59 et 3,14 ; par rapport à la clomipramine, rapport des cotes de 2,13, IC entre 1,06 et 4,27 ; par rapport à l'amitriptyline, rapport des cotes de 2,86, IC entre 1,31 et 2,63).

Conclusions des auteurs

Nous n'avons identifié aucune preuve solide de la supériorité ou de l'infériorité de la fluvoxamine par rapport à n'importe quel autre antidépresseur en termes d'efficacité et de tolérance dans le traitement de la phase aiguë de la dépression. Néanmoins, différents profils d'effets secondaires étaient identifiés. Sur la base de ces constatations, nous concluons que les cliniciens devraient se concentrer sur des considérations pratiques ou cliniquement pertinentes, notamment les différents profils d'effets secondaires.

Resumo

Fluvoxamina versus outros agentes antidepressivos no tratamento da depressão

Introdução

A fluvoxamina, um dos mais antigos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), é prescrita para pacientes com depressão maior em muitos países. Vários estudos já revisaram a eficácia e a tolerabilidade da fluvoxamina no tratamento da depressão maior. Entretanto, essas revisões estão desatualizadas.

Objetivos

O nosso objetivo é avaliar a efetividade, a tolerabilidade e o perfil de efeitos colaterais da fluvoxamina no tratamento da depressão maior em comparação com outros agentes antidepressivos, incluindo os tricíclicos (ADTs), heterocíclicos, outros ISRSs, inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina (IRSNs), outros agentes mais novos e outras drogas psicotrópicas convencionais.

Métodos de busca

Pesquisamos nas bases Cochrane Collaboration Depression, Anxiety and Neurosis Controlled Trials Register. Fizemos busca manual nos registros de ensaios clínicos e de estudos em andamento na América do Norte, Europa, Japão e Austrália para encontrar ensaios clínicos randomizados. Fizemos também uma busca por citações relevantes de estudos publicados ou não nas listas de referências dos artigos incluídos na revisão, em revisões sistemáticas anteriores e em livros textos sobre transtornos afetivos. A data da última busca foi 31 de agosto de 2008.

Critério de seleção

Incluímos todos os ensaios clínicos randomizados, publicados em qualquer língua, que compararam a fluvoxamina com quaisquer outros antidepressivos no tratamento da fase aguda da depressão maior.

Coleta dos dados e análises

Dois autores examinaram independentemente as citações e os resumos, obtiveram os artigos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés dos estudos incluídos. Analisamos os dados dicotômicos usando odds ratios (ORs) e, para os dados contínuos, usamos a diferença padronizada de médias (SMD). Um modelo de efeitos aleatórios foi usado para combinar os estudos.

Principais resultados

Incluímos um total de 54 ensaios clínicos randomizados (n = 5122). Não encontramos evidência robusta que indicasse que a fluvoxamina fosse superior ou inferior aos outros antidepressivos com relação a resposta, remissão e tolerabilidade. Contudo, as diferenças nos perfis de efeitos colaterais foram evidentes, especialmente no tocante aos efeitos colaterais gastrointestinais da fluvoxamina quando comparada aos outros antidepressivos. Por exemplo, a fluvoxamina foi associada a maior incidência de vômitos/náuseas (versus imipramina, OR 2,23, 95% CI 1,59 à 3,14; versus clomipramina, OR 2,13, 95% CI 1,06 to 4,27; versus amitriptilina, OR 2.86, 95% CI 1,31 to 2,63).

Conclusão dos autores

Não encontramos evidência robusta de que a fluvoxamina fosse superior ou inferior a quaisquer outros antidepressivos em termos de eficácia e tolerabilidade na fase aguda do tratamento da depressão. Todavia, as diferenças nos perfis de efeitos colaterais foram evidentes. Com base nesses achados, concluímos que os médicos devem focar em considerações de ordem prática ou clinicamente relevantes, incluindo estas diferenças nos perfis de efeitos colaterais.

Notas de tradução

Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Bárbara Perdigão Stumpf)

Plain language summary

Fluvoxamine versus other anti-depressive agents for depression

Major depression is a severe mental illness characterised by a persistent and unreactive low mood and loss of all interest and pleasure, usually accompanied by a range of symptoms including appetite change, sleep disturbance, fatigue, loss of energy, poor concentration, psychomotor symptoms, inappropriate guilt and morbid thoughts of death. Although pharmacological and psychological interventions are both effective for major depression, antidepressant (AD) drugs remain the mainstay for treatment of moderate or severe depression. Fluvoxamine is one of the oldest selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) and is prescribed to patients with major depression in many countries. This review reports trials comparing fluvoxamine with other antidepressants for treatment of major depression. We found no strong evidence that fluvoxamine was either superior or inferior to any other antidepressants in terms of efficacy and tolerability in the acute phase treatment of depression. However, there is evidence of differing side-effect profiles, especially when comparing gastrointestinal side effects between fluvoxamine and tricyclic antidepressants (TCAs). Based on these findings, we conclude that clinicians should focus on practical or clinically relevant considerations including these differences in side effect profiles.

Résumé simplifié

Fluvoxamine versus autres agents antidépresseurs pour le traitement de la dépression

La dépression majeure est une maladie mentale grave, caractérisée par une humeur morose persistante et non réactive et la perte de tout intérêt et plaisir, le plus souvent accompagnée d'un éventail de symptômes, y compris le changement d'appétit, les troubles du sommeil, la fatigue, la perte d'énergie, le manque de concentration, des symptômes psychomoteurs, des pensées inappropriées de culpabilité et morbides de mort. Bien que les interventions pharmacologiques et psychologiques soient toutes deux efficaces dans la dépression majeure, les antidépresseurs (AD) demeurent le pilier du traitement de la dépression modérée à sévère. La fluvoxamine, l'un des plus anciens inhibiteurs sélectifs de la recapture de la sérotonine (ISRS), est prescrite aux patients atteints de dépression majeure dans de nombreux pays. Cette revue examine les essais comparant de la fluvoxamine à d'autres antidépresseurs dans le traitement de la dépression majeure. Nous n'avons identifié aucune preuve solide de la supériorité ou de l'infériorité de la fluvoxamine par rapport à n'importe quel autre antidépresseur en termes d'efficacité et de tolérance dans le traitement de la phase aiguë de la dépression. Néanmoins, certaines preuves suggèrent qu'il existe différents profils d'effets secondaires, en particulier lorsque l'on compare les effets secondaires gastro-intestinaux de la fluvoxamine à ceux des antidépresseurs tricycliques (ATC). Sur la base de ces constatations, nous concluons que les cliniciens devraient se concentrer sur des considérations pratiques ou cliniquement pertinentes, notamment sur les différents profils d'effets secondaires.

Notes de traduction

Traduit par: French Cochrane Centre 1st October, 2013
Traduction financée par: Pour la France : Minist�re de la Sant�. Pour le Canada : Instituts de recherche en sant� du Canada, minist�re de la Sant� du Qu�bec, Fonds de recherche de Qu�bec-Sant� et Institut national d'excellence en sant� et en services sociaux.

Resumo para leigos

Fluvoxamina versus outros agentes antidepressivos no tratamento da depressão

A depressão maior é uma doença mental grave, caracterizada por rebaixamento de humor persistente e não reativo, além da perda de interesse e prazer. É geralmente acompanhada de uma gama de sintomas, incluindo mudança do apetite, distúrbio do sono, fadiga, falta de energia, dificuldade de concentração, sintomas psicomotores, culpa indevida e pensamentos mórbidos de morte. Embora tanto as intervenções farmacológicas como as psicológicas sejam efetivas para o tratamento da depressão maior, os antidepressivos (ADs) continuam sendo os pilares do tratamento da depressão moderada ou grave. A fluvoxamina é um dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) mais antigos e é prescrita para pacientes com depressão maior em muitos países. Esta revisão mostra os resultados de estudos que compararam a fluvoxamina com outros antidepressivos no tratamento da depressão maior. Não encontramos evidência robusta de que a fluvoxamina fosse superior ou inferior a quaisquer outros antidepressivos em termos de eficácia e tolerabilidade na fase aguda do tratamento da depressão. Entretanto, há evidência de diferenças nos perfis de efeitos colaterais, especialmente quando se comparam os efeitos colaterais gastrointestinais da fluvoxamina com os dos antidepressivos tricíclicos (ADTs). Com base nesses achados, concluímos que os clínicos devem focar em considerações de ordem prática ou clinicamente relevantes, incluindo essas diferenças nos perfis de efeitos colaterais.

Notas de tradução

Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Bárbara Perdigão Stumpf)

Ancillary