Intravenous versus inhalation anaesthesia for one-lung ventilation

  • Review
  • Intervention

Authors


Abstract

Background

This is an update of a Cochrane Review first published in The Cochrane Library, Issue 2, 2008.

The technique called one-lung ventilation can confine bleeding or infection to one lung, prevent rupture of a lung cyst or, more commonly, facilitate surgical exposure of the unventilated lung. During one-lung ventilation, anaesthesia is maintained either by delivering an inhalation anaesthetic to the ventilated lung or by infusing an intravenous anaesthetic. It is possible that the method chosen to maintain anaesthesia may affect patient outcomes. Inhalation anaesthetics may impair hypoxic pulmonary vasoconstriction (HPV) and increase intrapulmonary shunt and hypoxaemia.

Objectives

The objective of this review was to evaluate the effectiveness and safety of intravenous versus inhalation anaesthesia for one-lung ventilation.

Search methods

We searched the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL); The Cochrane Library (2012, Issue 11); MEDLINE (1966 to November 2012); Embase (1980 to November 2012); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS, 1982 to November 2012) and ISI web of Science (1945 to November 2012), reference lists of identified trials and bibliographies of published reviews. We also contacted researchers in the field. No language restrictions were applied. The date of the most recent search was 19 November 2012. The original search was performed in June 2006.

We reran the search in CENTRAL, MEDLINE, Embase, LILACS, and ISI web of Science in February 2017 and found four potential studies of interest which have been added to a list of 'Studies awaiting Classification' and will be incorporated into the formal review findings during the review update.

Selection criteria

We included randomized controlled trials and quasi-randomized controlled trials of intravenous (e.g. propofol) versus inhalation (e.g. isoflurane, sevoflurane, desflurane) anaesthesia for one-lung ventilation in both surgical and intensive care participants. We excluded studies of participants who had only one lung (i.e. pneumonectomy or congenital absence of one lung).

Data collection and analysis

Two review authors independently assessed trial quality and extracted data. We contacted study authors for additional information.

Main results

We included in this updated review 20 studies that enrolled 850 participants, all of which assessed surgical participants-no studies investigated one-lung ventilation performed outside the operating theatre. No evidence indicated that the drug used to maintain anaesthesia during one-lung ventilation affected participant outcomes. The methodological quality of the included studies was difficult to assess as it was reported poorly, so the predominant classification of bias was 'unclear'.

Authors' conclusions

Very little evidence from randomized controlled trials suggests differences in participant outcomes with anaesthesia maintained by intravenous versus inhalational anaesthesia during one-lung ventilation. If researchers believe that the type of drug used to maintain anaesthesia during one-lung ventilation is important, they should design randomized controlled trials with appropriate participant outcomes, rather than report temporary fluctuations in physiological variables.

Resumo

Anestesia endovenosa versus anestesia inalatória na ventilação monopulmonar.

Introdução

Esta é uma atualização de uma Revisão Cochrane, inicialmente publicada na The Cochrane Library, Edição 2, 2008.

A técnica denominada ventilação monopulmonar pode confinar sangramento ou infecção a um pulmão, prevenir a ruptura de um cisto pulmonar ou, mais frequentemente, facilitar a exposição ao sítio cirúrgico do pulmão não ventilado. Durante a ventilação monopulmonar, anestesia é mantida pela administração de um agente inalatório para o pulmão ventilado ou por infusão de anestésico endovenoso. É possível que o método escolhido para manutenção da anestesia possa afetar o desfecho de pacientes. Agentes inalatórios podem comprometer a vasoconstricção pulmonar hipóxica (VPH) e aumentar o shunt e a hipoxemia.

Objetivos

O objetivo desta revisão foi avaliar a efetividade e a segurança da anestesia endovenosa versus a anestesia inalatória na ventilação monopulmonar.

Métodos de busca

Nós pesquisamos o Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL); The Cochrane Library (2012, Edição 11); MEDLINE (1966 a Novembro de 2012); EMBASE (1980 a Novembro de 2012); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS, 1982 a Novembro de 2012) e ISI web of Science (1945 a Novembro de 2012), listas de referências, ensaios clínicos e bibliografias de revisões publicadas. Pesquisadores no tema também foram contactados Restrições de idioma não foram aplicadas. A data da pesquisa mais recente foi 19 de Novembro de 2012. A pesquisa original foi realizada em Junho de 2006.

Critério de seleção

Nós incluimos ensaios clínicos controlados randomizados e ensaios clínicos controlados quasi-randomizados de anestesia endovenosa (por exemplo, propofol) versus anestesia inalatória (por exemplo, isoflurano, sevoflurano, desflurano) para ventilação monopulmonar tanto nos participantes cirúrgicos quanto nos participantes de unidade de terapia intensiva. Nós excluimos estudos de participantes que possuíam apenas um pulmão (isto é, pneumectomia ou ausência congênita de um pulmão).

Coleta dos dados e análises

Dois autores da revisão avaliaram independentemente qualidade dos ensaios clínicos e extraíram os dados. Nós contactamos os autores para informações adicionais.

Principais resultados

Nós incluímos nesta revisão atualizada, 20 estudos que envolveram 850 participantes, todos os quais envolveram participantes cirúrgicos - nenhum estudo investigou ventilação monopulmonar realizada fora da sala de operação. Nenhuma evidência indicou que a droga utilizada para manter a anestesia durante a ventilação monopulmonar afetou a evolução dos participantes. A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi difícil de ser acessada como também não foram satisfatoriamente relatados, assim a determinação do viés não foi clara.

Conclusão dos autores

Muita pouca evidência de ensaios clínicos controlados randomizados sugerem diferenças no desfecho de participantes mantidos com anestesia endovenosa versus anestesia inalatória, durante ventilação monopulmonar. Se pesquisadores acreditam que o tipo da droga utilizada para manter anestesia durante ventilação monopulmonar é importante, eles deveriam desenhar um ensaio clínico controlado randomizado com desfechos apropriados dos pacientes, mais do que relatar flutuações temporárias de variáveis fisiológicas.

Notas de tradução

Tradução da Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil (Sócrates Pereira Silva) Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com Translation notes: CD006313

Plain language summary

Intravenous versus inhalation anaesthesia for one-lung ventilation

Clinicians may choose to ventilate only one of a patient's two lungs either during surgery or during a period of intensive care. Possible reasons are to facilitate the performance of surgery, to prevent lung rupture, and to prevent contamination of one lung by the other. During one-lung ventilation, anaesthesia is maintained by delivery of an inhalation anaesthetic, such as sevoflurane, to the ventilated lung, or by infusion of an intravenous anaesthetic, for example, propofol. It is possible that the method chosen to maintain anaesthesia may affect patient outcomes. We included 20 studies that enrolled 850 participants in this updated systematic review. The methodological quality of the included studies was uncertain because of poor reporting. No evidence indicated that the drug used to maintain anaesthesia during one-lung ventilation affected patient outcomes. Researchers should include outcomes that are important to participants when assessing the effects of anaesthetic technique during one-lung ventilation. These include adverse postoperative effects, death and intraoperative awareness.

We reran the search in February 2017 and found four potential studies of interest which have been added to a list of 'Studies awaiting Classification' and will be incorporated into the formal review findings during the review update.

Resumo para leigos

Anestesia endovenosa versus anestesia inalatória na ventilação monopulmonar.

Os clínicos podem optar por realizar a ventilação monopulmonar do paciente, durante uma cirurgia ou durante o período de tratramento intensivo. Possíveis justificativas são: contribuir para o boa condução da cirurgia, prevenir ruptura pulmonar e prevenir contaminação de um pulmão pelo outro. Durante a ventilação monopulmonar, a anestesia é conduzida pelo fornecimento de um agente inalatório, por exemplo sevoflurano, ao pulmão ventilado, ou pela infusão de anestésicos endovenosos, como o propofol, por exemplo. É possível que o método escolhido para conduzir a anestesia possa afetar os resultados dos pacientes. Nós incluimos 20 estudos que englobaram 850 participantes, nesta revisão sistemática atualizada. A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi incerta devido à pobreza de relato. Nenhuma evidência indica que alguma droga utilizada para manter anestesia durante ventilação monopulmonar tenha afetado os desfechos. Pesquisadores deveriam incluir resultados que fossem importantes para os participantes quando forem avaliados os efeitos da técnica anestésica durante ventilação monopulmonar. Estes incluem efeitos adversos pós-operatórios, morte e despertar intraoperatório.

Notas de tradução

Tradução da Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil (Sócrates Pereira Silva) Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com Translation notes: CD006313