Intervention Review

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Hyperbaric oxygen therapy for treating acute surgical and traumatic wounds

  1. Anne Eskes1,
  2. Hester Vermeulen2,
  3. Cees Lucas3,
  4. Dirk T Ubbink4,*

Editorial Group: Cochrane Wounds Group

Published Online: 16 DEC 2013

Assessed as up-to-date: 21 AUG 2013

DOI: 10.1002/14651858.CD008059.pub3


How to Cite

Eskes A, Vermeulen H, Lucas C, Ubbink DT. Hyperbaric oxygen therapy for treating acute surgical and traumatic wounds. Cochrane Database of Systematic Reviews 2013, Issue 12. Art. No.: CD008059. DOI: 10.1002/14651858.CD008059.pub3.

Author Information

  1. 1

    Academic Medical Centre, University of Amsterdam & Amsterdam School of Health Professions, Quality Assurance & Process Innovation, Amsterdam, Netherlands

  2. 2

    Academic Medical Centre, University of Amsterdam & Amsterdam School of Health Professions, Department of Quality Assurance & Process Innovation, Amsterdam, Noord-Holland, Netherlands

  3. 3

    Academic Medical Centre, University of Amsterdam, Department of Clinical Epidemiology, Biostatistics and Bioinformatics, Amsterdam, Netherlands

  4. 4

    Academic Medical Centre, University of Amsterdam, Quality Assurance & Process Innovation, and Department of Surgery, Amsterdam, Netherlands

*Dirk T Ubbink, Quality Assurance & Process Innovation, and Department of Surgery, Academic Medical Centre, University of Amsterdam, J1b-215 Academic Medical Centre, Meibergdreef 9, PO Box 22700, Amsterdam, 1100 DE, Netherlands. d.ubbink@amc.uva.nl.

Publication History

  1. Publication Status: New search for studies and content updated (no change to conclusions)
  2. Published Online: 16 DEC 2013

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Abstract

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Background

Hyperbaric oxygen therapy (HBOT) is used as a treatment for acute wounds (such as those arising from surgery and trauma). However, the effects of HBOT on wound healing are unclear. 

Objectives

To determine the effects of HBOT on the healing of acute surgical and traumatic wounds.

Search methods

We searched the Cochrane Wounds Group Specialised Register (searched 9 August 2013); the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) (The Cochrane Library 2012, Issue 12); Ovid MEDLINE (2010 to July Week 5 2013); Ovid MEDLINE (In-Process & Other Non-Indexed Citations, August 08, 2013); Ovid EMBASE (2010 to 2013 Week 31); EBSCO CINAHL (2010 to 8 August 2013).

Selection criteria

Randomised controlled trials (RCTs) comparing HBOT with other interventions such as dressings, steroids, or sham HOBT or comparisons between alternative HBOT regimens.

Data collection and analysis

Two review authors conducted selection of trials, risk of bias assessment, data extraction and data synthesis independently. Any disagreements were referred to a third review author. 

Main results

Four trials involving 229 participants were included. The studies were clinically heterogeneous, which precluded a meta-analysis.

One trial (48 participants with burn wounds undergoing split skin grafts) compared HBOT with usual care and reported a significantly higher complete graft survival associated with HBOT (95% healthy graft area risk ratio (RR) 3.50; 95% confidence interval (CI) 1.35 to 9.11). A second trial (10 participants in free flap surgery) reported no significant difference between graft survival (no data available). A third trial (36 participants with crush injuries) reported significantly more wounds healed (RR 1.70; 95% CI 1.11 to 2.61), and significantly less tissue necrosis (RR 0.13; 95% CI 0.02 to 0.90) with HBOT compared to sham HBOT. The fourth trial (135 people undergoing flap grafting) reported no significant differences in complete graft survival with HBOT compared with dexamethasone (RR 1.14; 95% CI 0.95 to 1.38) or heparin (RR 1.21; 95% CI 0.99 to 1.49).

Many of the predefined secondary outcomes of the review were not reported. All four trials were at unclear or high risk of bias.

Authors' conclusions

There is a lack of high quality, valid research evidence regarding the effects of HBOT on wound healing. Whilst two small trials suggested that HBOT may improve the outcomes of skin grafting and trauma, these trials were at risk of bias. Further evaluation by means of high quality RCTs is needed.

 

Plain language summary

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Hyperbaric oxygen therapy for acute surgical and traumatic wounds

Acute surgical and traumatic wounds occur as a result of a trauma or surgical procedures and whilst many heal uneventfully, sometimes poor local blood supply, infection, damage to the blood vessels, or a combination of factors result in these acute wounds taking longer to heal. Hyperbaric oxygen therapy (HBOT), which involves placing the person in an airtight chamber and administering 100% oxygen at a pressure greater than 1 atmosphere, is sometimes used with the aim of speeding wound healing. The aim is to bathe all fluids, tissues and cells of the body in a high concentration of oxygen.

This review did not find any high quality research evidence showing that HBOT is beneficial for wound healing. Two poor quality studies suggested benefits associated with HBOT. The first, in patients with crush injuries, showed improved wound healing and fewer adverse outcomes. The second reported improved survival of split skin grafts in people with burn wounds. Two trials reported no benefits associated with HBOT for either skin grafting or free flap surgery.

Further, better quality research is needed to determine the effects of HBOT on wound healing.

 

Resumo

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Oxigenioterapia hiperbárica no tratamento de feridas cirúrgicas e traumáticas agudas

Introdução

A oxigenioterapia hiperbárica (OHB) é usada como um tratamento para feridas agudas (tais como as decorrentes de cirurgia e trauma). No entanto, os efeitos da OTHB na cicatrização de feridas não são claros.

Objetivos

Determinar os efeitos da OTHB sobre a cicatrização de feridas cirúrgicas e traumáticas agudas.

Métodos de busca

Pesquisamos as seguintes bases de dados: Cochrane Wounds Group Specialized Register (pesquisado até 9 de agosto de 2013); o Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL) (a Cochrane Library 2012, edição 12); Ovid MEDLINE (2010 até a quinta semana de julho de 2013); Ovid MEDLINE (em processo de publicação e outras citações não indexadas, 8 de agosto de 2013); Ovid EMBASE (2010 até 31 semana de 2013); EBSCO CINAHL (2010 até 8 de agosto de 2013).

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados (ECRs), comparando a OTHB com outras intervenções como curativos, esteróides ou OTHB simulada (“sham”) ou comparações entre regimes alternativos de OTHB.

Coleta dos dados e análises

Dois revisores conduziram independentemente a seleção de ensaios, avaliação de riscos de viés, extração de dados e síntese de dados. Qualquer discordância foi discutida com um terceiro revisor.

Principais resultados

Quatro estudos envolvendo 229 participantes foram incluídos. Os estudos foram clinicamente heterogêneos, o que impossibilitou uma meta-análise.

Um estudo (48 participantes com feridas de queimadura submetidos a enxertos parciais de pele) comparou a OTHB com cuidados habituais e relatou uma sobrevivência completa do enxerto significativamente maior com OTHB (risco relativo de 95%, RR, de área saudável do enxerto 3,50; intervalo de confiança de 95%, IC, 1,35 a 9,11). Um segundo estudo (10 participantes submetidos a cirurgia com retalho livre) não relatou nenhuma diferença significativa entre a sobrevivência do enxerto ou não (dados não disponíveis). Um terceiro estudo (36 participantes com lesões por esmagamento) relatou significativamente mais feridas curadas (RR 1,70; IC 95% 1,11 a 2,61) e menos necrose tecidual (RR 0,13; IC 95% 0.02 a 0,90) com OTHB comparada com a OTHB simulada. O quarto estudo (135 pessoas submetidas a enxerto com retalhos) não relatou nenhuma diferença significativa na sobrevivência do enxerto completo com OTHB comparado com dexametasona (RR 1,14; IC 95% 0,95 a 1,38) ou heparina (RR 1,21; IC 95% 0,99 a 1,49).

Muitos dos desfechos secundários predefinidos da revisão não foram relatados. Todos os quatro estudos tinham risco de viés incerto ou alto.

Conclusão dos autores

Há uma falta de pesquisas válidas com alta qualidade de evidência sobre os efeitos da OTHB na cicatrização de feridas. Embora dois pequenos estudos tenham sugerido que a OTHB pode melhorar os desfechos de enxertos de pele e trauma, estes estudos tinham risco de viés. É necessária uma nova avaliação por meio de ensaios clínicos randomizados de alta qualidade.

 

Resumo para leigos

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Oxigenioterapia hiperbárica para feridas cirúrgicas e traumáticas agudas

Feridas cirúrgicas e traumáticas agudas ocorrem como resultado de um trauma ou procedimentos cirúrgicos e enquanto muitos se curam sem intercorrências, às vezes suprimento sanguíneo local insuficiente, infecção, lesões nos vasos sanguíneos ou uma combinação de fatores fazem com que estas feridas agudas levem mais tempo para curar. A Oxigenioterapia hiperbárica (OTHB) envolve colocar a pessoa em uma câmara hermeticamente fechada e administrar oxigênio a 100% a uma pressão maior que 1 atmosfera e é às vezes utilizada com o objetivo de acelerar a cicatrização. O objetivo é banhar todos os fluidos, tecidos e células do corpo com uma alta concentração de oxigênio.

Esta revisão não encontrou nenhuma evidência de alta qualidade mostrando que a OTHB é benéfica para a cicatrização de feridas. Dois estudos de má qualidade sugeriram benefícios associados com a OTHB. O primeiro, em pacientes com lesões por esmagamento, mostrou melhora da cicatrização e menos resultados adversos. O segundo relatou melhora da sobrevida de enxertos de pele parciais em pessoas com feridas por queimaduras. Dois estudos não relataram nenhum benefício associado com a OTHB para enxerto de pele ou cirurgia com retalho livre.

São necessárias mais investigações de melhor qualidade para determinar os efeitos da OTHB na cicatrização de feridas.

Notas de tradução

Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Arnaldo Alves da Silva).