SEARCH

SEARCH BY CITATION

Keywords:

  • environmental filters;
  • functional divergence;
  • functional dispersion;
  • Neotropical region;
  • Petchey's functional diversity;
  • spatial filters;
  • traits;
  • variation partitioning

Abstract

The Atlantic Forest domain, one of the 25 world's hotspots for biodiversity, has experienced dramatic changes in its landscape. While the loss of species diversity is well documented, functional diversity has not received the same amount of attention. In this study, we evaluated functional diversity of insects in streams utilizing three indices: functional diversity (FD), functional dispersion (FDis), and functional divergence (FDiv), seeking to understand the roles of three predictor sets in explaining functional patterns: (1) bioclimatic and landscape variables; (2) spatial variables; and (3) local environmental variables. We determined the amount of variation in different measures of functional diversity that was explained by each predictor set and their interplays using variation partitioning. Our study showed that variation in functional diversity is better explained by a set of variables linked to different scales dependent on spatial structures, indicating the importance of landscape and mainly environmental variables in the functional organization of aquatic insect communities, and that the relative importance of predictor sets depends on the indices considered. Variation in FD was better explained by the interplay among the three predictor sets and by local environmental variables, whereas variation in FDis was better explained by spatial variables and by the interplay between environmental and spatial variables. Variation in FDiv was not significantly explained by any predictors. Our study adds more evidence on the harmful effects caused by landscape changes on biodiversity in the Atlantic Forest, suggesting that these effects also influence the functional organization of stream insect communities.

Resumo

O domínio da Mata Atlântica, considerado um dos 25 hotspots mundiais de biodiversidade, sofreu mudanças dramáticas em sua paisagem. Embora a perda da diversidade de espécies esteja bem documentada, a diversidade funcional não recebeu a mesma atenção. Neste estudo, avaliamos a diversidade funcional de insetos em córregos utilizando três índices: diversidade funcional (FD), a dispersão funcional (FDis) e divergência funcional (FDiv), buscando entender os papéis de três conjuntos de preditores para explicar padrões funcionais: (1) variáveis de paisagem, formadas por variáveis bioclimáticas, altitude e cobertura florestal, (2) variáveis espaciais, e (3) variáveis ambientais locais. Determinamos a quantidade de variação nas diferentes medidas de diversidade funcional que foi explicada por cada conjunto de preditores e por suas frações compartilhadas usando partição de variância. Em nosso estudo a variação na diversidade funcional foi melhor explicada por um conjunto de variáveis relacionadas com escalas diferentes dependentes da estrutura espacial, indicando a importância da paisagem e principalmente das variáveis ambientais na organização funcional de comunidades de insetos aquáticos, e que a importância relativa dos conjuntos de preditores depende dos índices considerados. A variação em FD foi melhor explicada pela relação entre os três conjuntos de preditores e pelas variáveis ambientais locais enquanto que a variação em FDis foi melhor explicada pelas variáveis espaciais e pela relação entre o meio ambiente local e variáveis espaciais. A variação de FDiv não foi significativamente explicada por nenhum dos preditores utilizados. Nosso estudo adiciona mais evidências sobre os efeitos nocivos causados por alterações da paisagem sobre a biodiversidade da Mata Atlântica, sugerindo que esses efeitos também influenciam a organização funcional das comunidades de insetos nos córregos.