Long-term Changes in Bird Communities after Wildfires in the Central Brazilian Amazon

Authors


Corresponding author; e-mail: luiz.mestre@ufpr.br

Abstract

We examined long-term responses of an Amazonian bird assemblage to wildfire disturbance, investigating how understory birds reacted to forest regeneration 1, 3, and 10 years after a widespread fire event. The bird community was sampled along the Arapiuns and Maró river catchments in central Brazilian Amazonia. Sampling took place in 1998, 2000, and 2008 using mist-nets in eight plots (four burned, four unburned sites). Species richness did not change significantly in unburned sites. In burned sites, however, we found significantly lower richness in 1998, higher richness in 2000, and similar richness in 2008. Multi-dimensional scaling ordination showed consistent differences in bird communities both within burned sites sampled in different sampling years, and between burned and unburned sites in all years. Of the 30 most abundant species, 12 had not recovered 10 years after the fires, including habitat specialists such as mixed flocks specialists and ant-followers. Fire-disturbance favored three species (two hummingbirds and a manakin) in the short term only. All other species were either favored throughout the study (seven species of omnivores and small insectivores) or did not show a clear response (eight species). In burned sites, we also found significantly lower abundance of species sensitive to disturbances and habitat specialists over the entire study period. Although the bird community seems to be recovering in terms of richness, the overall community composition and abundance of some species in post-burned and unburned sites remain very different, and have not recovered after 10 years of forest regeneration.

Resumo

Neste estudo examinamos as respostas das comunidades de aves aos impactos de longo prazo causados por um incêndio florestal na Amazônia Central, investigando como a comunidade de aves de sub-bosque se modifica com a regeneração da floresta queimada depois de um, três e dez anos. A comunidade de aves foi amostrada entre os rios Arapiuns e Maró, na Amazônia Central, Pará, Brasil. As amostragens foram realizadas nos anos de 1998, 2000 e 2008 usando redes-neblina em oito áreas (quatro que foram queimadas e quatro íntegras). Observamos que a riqueza de aves não mudou significativamente nos locais não queimados. No entanto, registramos nos locais regenerados após o incêndio menor riqueza em 1998, maior em 2000 e riqueza similar aos locais íntegros em 2008. A análise de ordenação multidimensional (MDS) mostrou diferenças consistentes na estrutura das comunidades de aves quando comparamos as áreas queimadas e não queimadas. Esta mesma análise também mostrou diferenças estatísticas entre os locais queimados nos diferentes anos de amostragens. Quando comparamos as 30 espécies mais comuns neste estudo, observamos que 12 não tiveram suas abundâncias originais regeneradas mesmo dez anos depois do incêndio florestal, sendo estas principalmente aves especialistas, como espécies de bandos mistos e espécies seguidoras de formigas de correição. Observamos que três espécies parecem ser favorecidas em curto prazo pelas queimadas (dois beija-flores e um tangará). Outras espécies foram favorecidas por este impacto durante os três períodos estudados (sete espécies de onívoros e pequenos insetívoros) ou não tiveram uma resposta clara (oito espécies). Nos locais queimados, observamos durante todos os períodos amostrados menores abundâncias de espécies sensíveis a impactos ambientais e de espécies que vivem em um menor número de habitats (especialistas). Apesar da comunidade de aves parecer estar se recuperando em relação a riqueza de espécies, observamos que a composição da comunidade de aves e a abundância de algumas espécies continua muito diferente da original e ainda não se recuperou de um único evento de incêndio florestal ocorrente a 10 anos atrás.

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