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Keywords:

  • Atlantic Forest;
  • habitat fragmentation;
  • habitat loss;
  • logistic sensitivity analysis;
  • population viability analysis;
  • small population size

Abstract

Golden-headed lion tamarins (GHLTs; Leontopithecus chrysomelas) are endangered primates endemic to the Brazilian Atlantic Forest, where loss of forest and its connectivity threaten species survival. Understanding the role of habitat availability and configuration on population declines is critical for guiding proactive conservation for this, and other, endangered species. We conducted population viability analysis to assess vulnerability of ten GHLT metapopulations to habitat loss and small population size. Seven metapopulations had a low risk of extirpation (or local extinction) over the next 100 years assuming no further forest loss, and even small populations could persist with immediate protection. Three metapopulations had a moderate/high risk of extirpation, suggesting extinction debt may be evident in parts of the species’ range. When deforestation was assumed to continue at current rates, extirpation risk significantly increased while abundance and genetic diversity decreased for all metapopulations. Extirpation risk was significantly negatively correlated with the size of the largest patch available to metapopulations, underscoring the importance of large habitat patches for species persistence. Finally, we conducted sensitivity analysis using logistic regression, and our results showed that local extinction risk was sensitive to percentage of females breeding, adult female mortality, and dispersal rate and survival; conservation or research programs that target these aspects of the species’ biology/ecology could have a disproportionately important impact on species survival. We stress that efforts to protect populations and tracts of habitat of sufficient size throughout the species’ distribution will be important in the near-term to protect the species from continuing decline and extinction.

Resumo

Micos-leões-da-cara-dourada (MLCDs; Leontopithecus chrysomelas) são primatas ameaçadas de extinção, endêmicas da Mata Atlântica brasileira, onde a perda de cobertura e conectividade das florestas ameaçam a sobrevivência das espécies. Compreender o papel da disponibilidade de habitat e sua configuração no declínio populacional é fundamental para orientar medidas de conservação proativa para esta e outras espécies ameaçadas de extinção. Conduzimos Análise de Viabilidade Populacional para avaliar a vulnerabilidade de 10 metapopulações de MLCDs à perda de habitat e tamanho populacional reduzido. Sete metapopulações tiveram um baixo risco de extirpação (ou extinção local) ao longo dos próximos 100 anos assumindo que não há mais perda de floresta, e até mesmo pequenas populações conseguirão persistir dado proteção imediata. Três metapopulações tiveram um risco moderado/elevado de extirpação, sugerindo ′dívida de extinção′ pode ser evidente em parte da área de distribuição da espécie. Se o desmatamento for continuar no ritmo atual, o risco de extirpação aumenta significativamente enquanto a abundância e diversidade genética diminuirão para todos os metapopulações. Houve correlação significativa negativa entre o risco de extirpação e o tamanho do maior fragmento disponível para metapopulações, ressaltando a importância de grandes áreas de habitat para a persistência da espécie. Por fim, conduzimos uma análise de sensibilidade utilizando regressão logística: os resultados mostraram que o risco de extinção local era sensível a porcentagem de fêmeas reprodutoras, mortalidade fêmea adulta, e a taxa de dispersão e sobrevivência. Programas de conservação ou pesquisa visando estes aspectos da biologia/ecologia da espécie poderiam ter um impacto desproporcionalmente importante na sobrevivência das espécies. Ressaltamos que os esforços para proteger populações e áreas de habitat de tamanho suficiente em toda a área de distribuição da espécie serão importante no curto prazo para proteger a espécie de declínio continuo e extinção.