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The Madness of Mothers: Agape Love and the Maternal Myth in Northeast Brazil

Authors


Abstract

ABSTRACT  In Northeast Brazil, the question of whether motherhood predisposes a woman to love her children, and whether children can be socialized effectively even in the absence of love, is a source of debate. I explore how motherhood references different configurations of the essential nature of things by charting how concepts of mother love map onto the Christian concept of agape. The analogical link between mother love and agape, I argue, offers people a set of conceptual tools for reflecting on a range of problems emerging from contrasting ontologies implicit within local forms of Christianity. Problems include the nature of the human-divine relation, the concept of primal animation, and the profound imbalance of power that a creature-Creator relationship entails. Debates about motherhood can thus be understood in terms of “ontopraxis,” whereby social agents situate themselves in relation to shared ontological categories and negotiate ambiguous and even contradictory cosmological schemes. [motherhood, love, Christianity, ontopraxis, agape]

RESUMO  Do Nordeste rural do Brasil, a questão se a maternidade predispõe uma mulher para amar seus filhos e, se as crianças podem ser socializados de forma eficaz, mesmo na ausência de amor, é uma fonte de incerteza e debate. Neste artigo, exploro como a maternidade referencia diferentes configurações da natureza essencial das coisas, traçando como o amor de mãe, para a população local, se aproxima do conceito cristão de amor ágape. A ligação analógica entre amor de mãe e amor ágape, em minha opinião, oferece às pessoas um conjunto de ferramentas conceituais para refletir sobre uma série de problemas que emergem no contraste entre ontologias implícitas nas formas locais do cristianismo. Tais problemas incluem a natureza da relação humano–divino, o conceito de animação primal, e o profundo desequilíbrio de poder que um relacionamento criatura–criador implica. Debates sobre a maternidade, em minha opinião, falam para além das mães. Eles também podem ser entendidas em termos de “ontopraxis,” pelo qual os agentes sociais situam-se em relação a categorias ontológicas compartilhadas, e negociam, ambíguos e, às vezes, até mesmo contraditórios, esquemas cosmológicos.

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