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Keywords:

  • Amphibia;
  • Atlantic Forest;
  • Brazil;
  • Cerrado;
  • Latin America;
  • population declines;
  • Serra do Cipó

ABSTRACT

Population declines have previously been reported for at least 31 amphibian species in Brazil, in the families Leptodactylidae (19), Hylidae (7), Centrolenidae (2), Dendrobatidae (2), and Bufonidae (1). In five Brazilian museum collections, we found no entries of new records dating back to at least 15 yr ago for 13 of these species. We suggest that these taxa be studied in more detail to verify their status and to generate basic ecological data. Museum data indicate that the remaining species have been recently found in areas of reported crashes, or elsewhere. Several apparent declines in Brazil can be associated with habitat loss, interspecific interactions, natural fluctuations, or lack of intensive sampling. Personal observations and field data also indicate possible declines in the states of Paraná and Ceará as well as in highlands within the Cerrado biome, in the state of Minas Gerais. Records suggest declines of montane and stream-associated populations of Brazilian amphibians in apparently pristine habitats. Field work is necessary to confirm these cases and to examine whether factors associated with similar extinctions in other parts of the globe—such as pathogens and climate change—are also related to local disappearances. To clarify pending questions and perhaps circumvent new cases, it is important to invest in short- and long-term field studies, and in the maintenance and expansion of museum collections.

RESUMO

Uma revisão bibliográfica indica a existência de 31 registros de declínios de populações de anfíbios no Brasil, abrangendo as famílias Leptodactylidae (19), Hylidae (7), Centrolenidae (2), Dendrobatidae (2) e Bufonidae (1). Em cinco coleções brasileiras, nenhum registro foi encontrado nos últimos 15 anos para 13 destas espécies. Sugerimos que as mesmas sejam estudadas em maior detalhe, de modo a verificar seu status e gerar dados ecológicos necessários para conservação. Levantamentos em coleções indicam que as demais espécies têm sido recentemente encontradas nas localidades do proposto declínio, ou em outras regiões. Vários registros de declínios no país estão associados a perda de habitat, interações entre espécies, flutuações populacionais, ou amostragem insuficiente. Com base em observações pessoais e dados de campo, levantamos a possibilidade de novos casos de declínios nos estados do Paraná e Ceará, e em áreas de altitude no bioma do Cerrado, em Minas Gerais. Vários casos de declínios populacionais sugeridos para anfíbios brasileiros referem-se a espécies de altitude que se reproduzem em riachos, em áreas aparentemente bem conservadas. Será interessante confirmar tais casos e avaliar se fatores associados a padrões semelhantes de extinções em outras partes do mundo—tais como patógenos ou mudanças climáticas— estão também relacionados a desaparecimentos ou declínios no país. Para esclarecer questões pendentes, é importante investir em estudos de campo a curto e longo prazo, bem como na manutenção e expansão das coleções herpetológicas do país.