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Keywords:

  • Brazil;
  • Neotropics;
  • Pantanal wetlands;
  • Tapirus terrestris

ABSTRACT

The density of Brazilian tapirs (Tapirus terrestris) was studied in the northeastern part of the Pantanal wetlands of Brazil using two simultaneous and independent methods: (1) systematic camera trapping combined with capture–recapture analysis, with camera traps spaced 1 km apart and distributed over 54 km2; and (2) line-transect sampling using an array of 12 linear transects, from 3.8 to 7.2 km long, covering the principal open and forest habitat types across the entire 1063 km2 SESC Pantanal Reserve. The two methods yielded conservative density estimates of 0.58 ± 0.11 tapirs/km2 (camera trapping) and 0.55 (95% CI 0.30–1.01) tapirs/km2 (line transects). The study suggests that certain Pantanal habitats and sites can sustain relatively high population densities of tapirs when these animals are protected from hunting. Further testing of the camera-trapping methodology as applied to tapirs is required, particularly focusing on extending the survey period. As it represents a relatively rapid method for estimating population density, in comparison to line-transect surveys, and as it generates information simultaneously on multiple species that are conservation priorities, we recommend that camera-trapping surveys be applied more widely across a variety of Pantanal habitats and land-use categories in order to confirm the value of the vast 140,000 km2 wilderness region for this vulnerable species.

RESUMO

A densidade de Tapirus terrestris foi avaliada na região Nordeste do Pantanal do Mato Grosso usando dois métodos simultâneos e independentes: 1) método sistemático com armadilhas fotográficas, combinado com análises de captura e recaptura, com câmaras fotográficas espaçadas 1 km entre si e distribuídas sobre uma área de 54 km2, dispostas em 4 grades contínuas, com 14 câmaras ativas por 9 dias consecutivos em cada grade; e 2) 12 transecções lineares variando em dimensões de 3,8–7,2 km de extensão, cobrindo os principais habitats abertos e fechados, sobre uma região de 1063 km2 da Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal. Os dois métodos resultaram em estimativas de densidade de 0.58 ± 0.11 antas/km2 (câmaras fotográficas) e 0.55 (95% intervalo de confiança 0.30–1.01) antas/km2 (transecções lineares). Os resultados sugerem que certos hábitats e áreas do Pantanal podem sustentar densidades relativamente elevadas de antas, quando protegidas da caça. A metodologia utilizando câmaras fotográficas em estudos sobre antas deve ser testada incrementando períodos de avaliação. Como o método representa uma forma rápida de avaliação das densidades populacionais, em comparação com transecções lineares, e gera informações simultâneas sobre múltiplas espécies que podem ser prioritárias para conservação, recomendamos que avaliações com armadilhas fotográficas sejam amplamente aplicadas para a espécie na variedade de hábitats do Pantanal, visando afirmar o valor dessa vasta e selvagem região de 140.000 km2.