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Keywords:

  • aggregation;
  • climate change;
  • northern Brazilian Amazonia;
  • park and reserve design;
  • primate populations

Abstract

Large areas of the Rio Negro basin in Amazonia are covered by continuous tracts of tropical forest, but have few primate species. This is anomalous considering the general relationship between area and number of species. One possibility is that much of the forest is unsuitable habitat for most primates and the area of suitable habitat is much less than the forested area. This has important consequences for the design of reserves and predictions of the consequences of climate change, which tend to be based on broad categories based on satellite images, and not on information of species distributions within those broad categories. The study was conducted through diurnal and nocturnal line-transect surveys in the Biodiversity Research Program 25-km2 permanent grid in Viruá National Park, which has vegetation associations typical of much of northern Amazonia. The highest primate diversity and abundances occurred in tall terra firme forests (58%), whereas inundated forests and scrublands, which cover 42 percent of the survey grid and 90.8 percent of the Viruá National Park, have virtually no primates. This suggests that parks and reserves in northwestern Amazonia will have to be very large to maintain viable populations of most primates and their ecological interactions, and that very broad habitat categories are not sufficient to make predictions about actual and future suitability of areas for primate conservation.

Resumo

Grandes áreas da bacia do rio Negro na Amazônia são cobertas por áreas de floresta tropical contínua, mas têm poucas espécies de primatas. Isto é anômalo considerando a relação geral entre área e número de espécies. Uma possibilidade é que a maior parte da floresta seja habitat inapropriado para a maioria dos primatas, e que a área apropriada seja muito menor do que a área florestada. Isto tem importantes conseqüências para o design de reservas e para as predições das conseqüências das mudanças climáticas, as quais tendem a ser baseadas em amplas categorias de habitat a partir de imagens de satélites, e não em informações sobre as distribuições das espécies dentro daquelas amplas categorias. O estudo foi conduzido através de censos de transecções lineares diurnos e noturnos nas grades permanentes de 25 km2 do Programa de Pesquisa de Biodiversidade, no Parque Nacional do Viruá, o qual possui associações vegetacionais típicas da maior parte do norte da Amazônia. As mais altas diversidades e abundâncias ocorreram nas florestas de terra firma (58%), enquanto que florestas inundadas e vegetações arbustivas, as quais cobrem 42 por cento da grade amostrada, e 90.8 por cento do Parque Nacional do Viruá, não tinha virtualmente nenhum primata. Isto sugere que parques e reservas no noroeste da Amazônia terão que ser muito maiores do que se tem proposto para manterem populações viáveis da maioria dos primatas e suas interações ecológicas, e que categorias de habitat muito amplas não são suficientes para se fazer predições sobre a adequabilidade atual e futura de áreas para conservação de primatas.