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Keywords:

  • agroecosystems;
  • bioindicators;
  • Brazil;
  • ecosystem services;
  • faunistic composition;
  • hymenopterans;
  • trap nests

Abstract

Several species of arthropods inhabiting forest fragments interact with managed areas. The importance of such areas to biodiversity conservation, however, is not well established. Communities of solitary wasps and bees (Insecta: Hymenoptera) play a key role in agroecosystem functioning and they have been used in studies of biodiversity assessment in different land-use types. We aimed to assess patterns of species richness and composition of solitary wasps and bees over a 1-yr period in a gradient of decreasing land-use intensity formed by pastures, alley croppings, young fallows, and old fallows using trap nests. Old fallows had the highest species richness of wasps and bees, harboring all bee species and 86 percent of wasp species occurring in the region, while the remaining land-uses had similar species richness. Vegetation structure (tree richness) and relative humidity explained most of the variance for the species richness of wasps. For bees, however, there was no influence of environmental factors on the community among land-use types, indicating better adaptability of this group to environmental variations related to land-use. The composition of solitary wasp communities (but not those of bees) differed among land-use types, and the occurrence of rare species in most cases was restricted to old fallow sites. In conclusion, the community of solitary wasps and bees is contingent on land-use, with solitary wasps more sensitive to anthropized areas. For both groups, less anthropized areas harbor a greater richness and number of rare species while more intensively managed land-use types harbor higher abundances.

Resumo

Diversas espécies de artrópodes que vivem em fragmentos de floresta interagem com áreas manejadas. A importância de tais áreas para a conservação da biodiversidade, entretanto, não está bem estabelecida. Comunidades de vespas e abelhas solitárias (Insecta: Hymenoptera) têm um papel chave no funcionamento de agroecossistemas e têm sido utilizadas em estudos de levantamento de biodiversidade em diferentes tipos de uso da terra. O objetivo do presente trabalho foi acessar padrões de riqueza e composição de espécies de vespas e abelhas solitárias, durante um período de um ano, em um gradiente decrescente de intensidade de uso da terra formado por pastagens, cultivos em aléias, capoeiras novas, e capoeiras velhas, utilizando ninhos armadilha. As capoeiras velhas tiveram a maior riqueza de espécies de vespas e abelhas, abrigando todas as espécies de abelhas e 86 percent das espécies de vespas encontradas na região, enquanto os demais usos da terra tiveram riquezas similares. A estrutura vegetal (riqueza arbórea) e a umidade relativa explicaram a maior parte da variância para a riqueza de espécies de vespas. Para abelhas, entretanto, não houve influência dos fatores ambientais sobre a comunidade entre os tipos de uso da terra, indicando uma melhor adaptabilidade deste grupo às variações ambientais relacionadas ao uso da terra. A composição da comunidade de vespas solitárias (mas não a de abelhas) diferiu entre os tipos de uso da terra, sendo a ocorrência de espécies raras quase totalmente restrita as áreas de capoeira velha. Conclui-se que a comunidade de vespas e abelhas solitárias muda de acordo com o uso da terra, sendo as vespas solitárias mais sensíveis a áreas antropizadas. Para ambos os grupos, contudo, áreas menos antropizadas abrigam uma maior riqueza e espécies raras enquanto os tipos de uso da terra mais intensivamente manejados abrigam maiores abundâncias.